Saúde

28/03/2026 04:55h

Em evento no Rio de Janeiro, participantes destacaram caráter estratégico da cooperação bilateral para o fortalecimento dos sistemas de saúde e o avanço da inovação

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Saúde, promoveu no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro, dois eventos voltados ao mercado europeu: o “Diálogo Brasil-Reino Unido em Saúde”, realizado em 25 de março, e o “Diálogo Internacional: desafios e oportunidades para a cooperação em tecnologia em saúde”, realizado em 26 de março.

Diálogo Brasil-Reino Unido em Saúde

O encontro do dia 25, realizado com parceria da Embaixada do Reino Unido no Brasil, teve como objetivo reforçar a cooperação estratégica entre os dois países no setor de saúde, em alinhamento com o Memorando de Entendimento assinado em 2025.

A programação reuniu autoridades públicas, instituições de pesquisa, organismos internacionais e representantes do setor produtivo, fortalecendo o diálogo bilateral com ênfase em inovação, desenvolvimento tecnológico e ampliação do acesso a mercados globais.

Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os dois países compartilham características relevantes, como a adoção de sistemas universais de saúde — fator que favorece a troca de experiências e a construção de soluções conjuntas.

“O Serviço Nacional de Saúde inglês, referência internacional enquanto sistema universal, é frequentemente chamado de ‘irmão mais velho’ do SUS, que inspirou a construção do nosso sistema. Já o SUS brasileiro é o maior sistema público universal do mundo, o único em um país com mais de 100 milhões de habitantes com o compromisso de garantir acesso universal à saúde”, afirmou.

A mesa de abertura contou ainda com a presença da embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq; da gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil, Maria Paula Velloso; do gerente do Departamento de Indústria da Saúde do BNDES, Vitor Pimentel; da vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz; e da secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda de Negri.

Na ocasião, os participantes ressaltaram o caráter estratégico da cooperação bilateral para o fortalecimento dos sistemas de saúde e o avanço da inovação.

Stephanie Al-Qaq enfatizou que fatores como o avanço da medicina, o envelhecimento populacional e a crescente pressão sobre os sistemas públicos tornam a cooperação internacional cada vez mais necessária. “A cooperação entre países é essencial para enfrentar desafios globais e promover sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis”, pontuou.

Representando a ApexBrasil, Maria Paula Velloso chamou atenção para o papel da Agência na promoção internacional do setor de saúde brasileiro. Na avaliação dela, essa atuação inclui tanto o apoio à internacionalização de empresas quanto a atração de investimentos estrangeiros, sempre em articulação com parceiros institucionais.

Maria Paula também comentou sobre o potencial do Brasil como mercado e plataforma de desenvolvimento, evidenciando a força produtiva do país e as possibilidades de expansão para novos mercados, especialmente por meio de colaborações internacionais.

“A saúde é um setor estratégico, que exige políticas de longo prazo, estímulo à inovação e integração com agendas globais de comércio e investimento. Eventos como este são fundamentais para construir caminhos sólidos de cooperação e geração de negócios”, disse.

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A secretária Fernanda de Negri destacou a relevância da cooperação internacional diante de um contexto global repleto de desafios complexos, incluindo mudanças climáticas, transição demográfica e avanços tecnológicos.

Para ela, o envelhecimento da população e o aparecimento de novas tecnologias — como terapias gênicas e medicina personalizada — têm aumentado os custos dos sistemas de saúde, demandando novas estratégias de gestão e inovação.

“A cooperação com o Reino Unido é fundamental para enfrentarmos esses desafios de forma conjunta, desenvolvendo soluções que sejam ao mesmo tempo inovadoras e sustentáveis”, afirmou.

Diálogo Internacional em Tecnologia e Saúde

O evento do dia 26, promovido com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), buscou estruturar um espaço de diálogo internacional em saúde, reunindo governos, organismos internacionais, autoridades regulatórias, instituições de pesquisa, setor produtivo e outros atores relevantes, com foco em inovação, regulação e desenvolvimento tecnológico.

Ao longo do dia, o diálogo reuniu países da América Latina e da Europa, com o objetivo de aprofundar a cooperação em saúde, enfatizando inovação, regulação e o desenvolvimento de tecnologias na área.

As discussões abordaram temas como cooperação, tecnologia, regulação e investimentos, consolidando o evento como um ambiente propício à transformação do diálogo institucional em iniciativas concretas, com geração de projetos, parcerias e investimentos.
 

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28/03/2026 04:45h

A mielomeningocele é um tipo de espinha bífida que ocorre quando a medula espinhal fica exposta por uma falha no fechamento da coluna durante a gestação

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Neste episódio, o Neurocirurgião Dr. Daniel Cardeal (CRM: 104.292/ SP) explica o que é mielomeningocele e como prevenir.

A mielomeningocele é um tipo de espinha bífida que ocorre quando a medula espinhal fica exposta por uma falha no fechamento da coluna durante a gestação. Quando está completamente exposto, chamamos de mielomeningocele aberta. Quando há uma pele cobrindo a medula, é chamada de espinha bífida oculta.

Essa exposição pode causar danos ainda na barriga da mãe, provocando problemas neurológicos ao nascimento, como dificuldade ou impossibilidade de andar e alterações na bexiga, conhecida como bexiga neurogênica. Em alguns casos, também pode haver hidrocefalia e comprometimento cognitivo.

A causa não é totalmente conhecida, mas saiba que a deficiência de ácido fólico aumenta o risco. Por isso, as mulheres que planejam engravidar devem tomar ácido fólico antes mesmo de engravidar. Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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28/03/2026 04:00h

Campanha de vacinação contra gripe começa neste sábado (28)

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A continuam aumentando nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) no mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Entre os estados onde foi observado aumento de casos estão Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Amapá, Rondônia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, além de Mato Grosso, no Centro-Oeste.

Já nos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, foram observados indícios de interrupção no crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A.

A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a importância da vacinação contra o vírus, principalmente entre os grupos prioritários, como idosos, pessoas imunocomprometidas e crianças.

Além disso, para moradores de regiões com alta incidência de SRAG, a recomendação é usar uma máscara de boa qualidade em ambientes fechados e com aglomeração, principalmente em caso de sintomas gripais.

Campanha de vacinação contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. 

A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.  

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas. 

Casos de SRAG seguem em alta no país

O Boletim InfoGripe também mostra que os casos de SRAG continuam aumentando em todo o país. O cenário tem sido provado pelo aumento das hospitalizações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Entre as unidades da federação, 22 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Rio de Janeiro, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo

O boletim aponta ainda que o rinovírus tem impulsionado o aumento de casos de SRAG em grande parte desses estados, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

Entre as capitais, 22 cidades apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 27,8% de influenza A
  • 1,4% de influenza B
  • 14,6% de VSR
  • 45% de rinovírus
  • 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 35,9% de influenza A
  • 2,9% de influenza B
  • 5,8% de VSR
  • 27,2% de rinovírus
  • 29,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 21 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 11. Confira outros detalhes no link.

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26/03/2026 04:15h

Campanha do Ministério da Saúde segue até 30 de maio, com meta de imunizar 90% dos grupos prioritários; casos de influenza A estão em alta no país

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A campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde (MS), a ação segue até 30 de maio.

A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B. A proteção costuma ser elevada nos primeiros meses após a aplicação e dura, em média, de seis a 12 meses, o que torna a imunização anual fundamental.

Para 2026, a pasta estabeleceu como meta imunizar ao menos 90% dos grupos prioritários. Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa abrange ainda uma parcela da população considerada de maior risco:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas.

Incidência da influenza

Dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam aumento nos casos de influenza A no país. O levantamento indica um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para esta época do ano. Tradicionalmente, o vírus apresenta maior circulação no outono e no inverno.

Devido às diferenças climáticas e epidemiológicas entre as regiões, o MS destaca que o vírus influenza circula ao longo de todo o ano. Especialistas apontam a vacinação como a forma mais eficaz de prevenir complicações da doença, reduzir a transmissão e evitar a sobrecarga do sistema de saúde.

Mobilização nos estados

Embora o início oficial esteja marcado para o dia 28, as unidades da federação (UFs) estão autorizadas a antecipar a imunização conforme o recebimento das doses. Segundo as secretarias de Saúde estaduais:

  • O Ceará foi o primeiro estado a iniciar a vacinação, com mais de 760 mil doses recebidas — cerca de 21% da meta para um público estimado em 3,4 milhões de pessoas. A estratégia começou no último dia 20 para a população prioritária. 
     
  • No Rio de Janeiro, cerca de 488 mil doses já foram distribuídas. Ao todo, o público-alvo no estado ultrapassa 7 milhões de pessoas. Na capital fluminense, a campanha já teve início em algumas unidades de saúde.
     
  • No Distrito Federal, 80 mil doses iniciais foram recebidas. A campanha começou nesta quarta-feira (25) e prevê alcançar 1,18 milhão de pessoas.
     
  • Já no Rio Grande do Sul, 360 mil doses chegaram nesta segunda-feira (23), mas a campanha terá início no dia 28. Mais de 5,2 milhões de pessoas fazem parte dos grupos prioritários no estado.

Calendário Nacional de Vacinação

Desde 2025, o imunizante contra a gripe passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes e idosos. Com a mudança, esses grupos podem se vacinar ao longo de todo o ano nos postos de saúde.

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21/03/2026 04:50h

Vejas os mitos e verdades sobre o tratamento das olheiras

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Você dormiu bem, mas continua ouvindo que está com cara de cansado? A responsável pode ser aquela marquinha escura abaixo dos olhos: a olheira.

“A pele das pálpebras é até 5 vezes mais fina que o resto do rosto, o que deixa vasos e pigmentos mais visíveis”, explica a dermatologista Dra. Paula Sanchez (CRM: 144.418/SP | RQE: 45.449).

Existem quatro tipos principais:

  • Vasculares (arroxeadas, causadas por vasos visíveis);
  • Pigmentares (amarronzadas, por excesso de melanina);
  • Estruturais (sombras por afundamento da pele);
  • Mistas (com mais de um fator).

Os tratamentos variam conforme o tipo: preenchimento com ácido hialurônico, clareadores, lasers ou luz intensa pulsada. Pepino gelado? Pode ajudar momentaneamente, mas para resolver de verdade, o ideal é consultar um dermatologista.

Cuidar da pele também é saúde. Veja ao vídeo com a explicação do especialista:
 

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21/03/2026 04:00h

Estudo mostra que o vírus costuma ter maior atividade no outono e inverno, mas dados da Semana Epidemiológica 10 indicam aumento fora do período esperado; vacinação é a principal forma de proteção

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (20), alerta para o aumento da circulação da influenza A. Segundo o levantamento, o país registra um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocasionadas pelo vírus para esta época do ano. 

Especialistas demonstram preocupação com a antecipação da curva de casos da influenza A. O vírus costuma apresentar maior atividade durante o outono e o inverno, mas os registros apontam crescimento fora do período esperado. O outono teve início em 20 de março, enquanto os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, anterior ao começo da estação.

A análise destaca que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos é a vacinação. A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que “já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”.

O Ministério da Saúde anunciou três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura e na redução das doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste entre 28 de março e 30 de maio. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 28, data de abertura da ação.

Regiões em alerta

UFs

Vinte unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Alagoas;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Acre;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • Pará;
  • Paraíba;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Sergipe.

Capitais

Entre as capitais, 18 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Boa Vista (RR);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Maceió (AL);
  • Manaus (AM);
  • Natal (RN);
  • Porto Velho (RO);
  • Recife (PE);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Salvador (BA); e
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo 37% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 13,4%
Influenza A 21,8%
Rinovírus 41,9%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 14,7%
Influenza B 1,5%

Incidência e mortalidade

Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 4,5%
Influenza A 28,6%
Rinovírus 21,8%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 37,3%
Influenza B 2,5%

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17/03/2026 04:35h

Estudo aponta que 25 estados e o Distrito Federal registram aumento nas notificações; cenário está associado, principalmente, à alta de internações por rinovírus

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (13), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 25 estados e no Distrito Federal (DF). Apenas Tocantins não registra aumento nas notificações. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 9, entre 1 e 7 de março.

Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao aumento do número de hospitalizações por:

  • rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos;
  • vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos; e 
  • influenza A na população de jovens, adultos e idosos.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que “o aumento do VSR já era esperado nesta época do ano. No entanto, o crescimento da influenza A está ocorrendo de forma bastante antecipada em muitos estados, já que o esperado seria verificar um aumento mais expressivo do vírus na maioria dos estados por volta de abril”.

O estudo enfatiza que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados por esses vírus é a vacinação. Segundo Portella, “já está disponível no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, que protege o recém-nascido contra o vírus”.

Regiões em alerta

UFs

Doze unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Acre;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Goiás;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Pará;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Sergipe.

Na maioria das UFs, o rinovírus segue como principal responsável pelo aumento dos casos de SRAG. Já a influenza A tem contribuído para a elevação dos registros em estados da Região Norte (Amapá, Pará e Rondônia) e também no Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), além do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.

O VSR tem impulsionado o crescimento dos casos em crianças menores de 2 anos, especialmente em estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás) e do Nordeste (Paraíba e Sergipe).

A análise aponta ainda um leve aumento dos casos de SRAG associados à covid-19 em São Paulo e Rio de Janeiro, sem impacto relevante nas hospitalizações.

Para a população dos estados que estão em alerta, Portella reforça a importância do uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração. “Também é importante que todos fiquem em isolamento em caso de aparecimento de sintomas gripais. Caso não seja possível manter o isolamento, é fundamental usar uma boa máscara ao sair de casa”, afirma.

Capitais

Entre as capitais, 15 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belém (PA);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Boa Vista (RR);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Manaus (AM);
  • Porto Velho (RO); 
  • Recife (PE); e 
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 16,8 mil casos de SRAG, sendo 35,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

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16/03/2026 04:40h

Mãos rígidas ao acordar? Pode ser mais do que cansaço

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Você acorda com os dedos “travados”, como se estivessem enferrujados? A reumatologista Dra. Emily Figueiredo Neves Yuki (CRM: 144.235/SP) alerta: "a rigidez nas mãos pode ter causas variadas e merece atenção".

Formigamento e perda de força ao segurar objetos simples, como uma caneta, podem indicar síndrome do túnel do carpo, causada pela compressão de um nervo no punho.

Se o inchaço matinal vier acompanhado de rigidez durando mais de uma hora, principalmente em ambas as mãos, pode ser artrite reumatoide. Diabéticos também podem ter endurecimento dos tendões e da pele, dificultando os movimentos.

Já a artrose, comum com o envelhecimento, costuma causar rigidez que melhora com o movimento ao longo do dia. "Se notar alterações persistentes, procure um médico", reforça a especialista.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

 

 

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14/03/2026 04:45h

Neste episódio, o Ortopedista especialista em ombro Dr. Rodrigo Calil (CRM: 112.123/ SP, explica os sintomas e tratamento da luxação de ombro.

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A luxação do ombro ocorre quando os ossos da articulação saem do lugar, geralmente, devido a quedas ou impactos fortes, como em esportes de contato. Os principais sintomas incluem dor intensa, incapacidade de mover o ombro e deformidade visível, solicitando atendimento médico imediato.

O tratamento envolve reposicionar o ombro, exames e cirurgia, em alguns casos. A recuperação pode incluir o uso de tipoia e fisioterapia. Se não for tratada corretamente, a luxação pode se tornar recorrente e causar complicações como fraturas e lesões nos nervos.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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14/03/2026 04:00h

Ministério da Saúde confirma infecção importada em bebê de seis meses após viagem à Bolívia

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O Ministério da Saúde (MS) confirmou o primeiro caso de sarampo no Brasil neste ano. Trata-se de uma ocorrência importada (contraída no exterior) e a paciente é uma bebê de seis meses, residente em São Paulo (SP), sem histórico de vacinação contra a doença.

Segundo a pasta, a criança viajou para a Bolívia — país que enfrenta surto de sarampo desde 2025 — entre 25 de dezembro e 25 de janeiro. No dia 8 de fevereiro, apresentou febre e manchas na pele. A confirmação laboratorial saiu em 4 de março.

Situação epidemiológica

Em fevereiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu alerta para o aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas. Após cinco anos de baixa circulação, o vírus voltou a provocar surtos em diversos países em 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.

Apesar do cenário regional, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, distribuídos entre o Distrito Federal (1) e em seis estados: 

  • Maranhão (1);
  • Mato Grosso (6);
  • Rio de Janeiro (2);
  • São Paulo (2);
  • Rio Grande do Sul (1); e 
  • Tocantins (25). 

Do total, dez casos foram importados, 25 relacionados à importação e três de origem indefinida. Em relação ao histórico vacinal, a maioria (94,7%) ocorreu em pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Quais os sintomas e como se proteger do sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.

Segundo a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para se vacinar. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a proteção conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.

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