Campanha de Vacinação

28/03/2026 04:00h

Campanha de vacinação contra gripe começa neste sábado (28)

Baixar áudio

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A continuam aumentando nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) no mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Entre os estados onde foi observado aumento de casos estão Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Amapá, Rondônia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, além de Mato Grosso, no Centro-Oeste.

Já nos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, foram observados indícios de interrupção no crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A.

A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a importância da vacinação contra o vírus, principalmente entre os grupos prioritários, como idosos, pessoas imunocomprometidas e crianças.

Além disso, para moradores de regiões com alta incidência de SRAG, a recomendação é usar uma máscara de boa qualidade em ambientes fechados e com aglomeração, principalmente em caso de sintomas gripais.

Campanha de vacinação contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. 

A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.  

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas. 

Casos de SRAG seguem em alta no país

O Boletim InfoGripe também mostra que os casos de SRAG continuam aumentando em todo o país. O cenário tem sido provado pelo aumento das hospitalizações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Entre as unidades da federação, 22 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Rio de Janeiro, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo

O boletim aponta ainda que o rinovírus tem impulsionado o aumento de casos de SRAG em grande parte desses estados, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

Entre as capitais, 22 cidades apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 27,8% de influenza A
  • 1,4% de influenza B
  • 14,6% de VSR
  • 45% de rinovírus
  • 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 35,9% de influenza A
  • 2,9% de influenza B
  • 5,8% de VSR
  • 27,2% de rinovírus
  • 29,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 21 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 11. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
26/03/2026 04:15h

Campanha do Ministério da Saúde segue até 30 de maio, com meta de imunizar 90% dos grupos prioritários; casos de influenza A estão em alta no país

Baixar áudio

A campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde (MS), a ação segue até 30 de maio.

A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B. A proteção costuma ser elevada nos primeiros meses após a aplicação e dura, em média, de seis a 12 meses, o que torna a imunização anual fundamental.

Para 2026, a pasta estabeleceu como meta imunizar ao menos 90% dos grupos prioritários. Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa abrange ainda uma parcela da população considerada de maior risco:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas.

Incidência da influenza

Dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam aumento nos casos de influenza A no país. O levantamento indica um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para esta época do ano. Tradicionalmente, o vírus apresenta maior circulação no outono e no inverno.

Devido às diferenças climáticas e epidemiológicas entre as regiões, o MS destaca que o vírus influenza circula ao longo de todo o ano. Especialistas apontam a vacinação como a forma mais eficaz de prevenir complicações da doença, reduzir a transmissão e evitar a sobrecarga do sistema de saúde.

Mobilização nos estados

Embora o início oficial esteja marcado para o dia 28, as unidades da federação (UFs) estão autorizadas a antecipar a imunização conforme o recebimento das doses. Segundo as secretarias de Saúde estaduais:

  • O Ceará foi o primeiro estado a iniciar a vacinação, com mais de 760 mil doses recebidas — cerca de 21% da meta para um público estimado em 3,4 milhões de pessoas. A estratégia começou no último dia 20 para a população prioritária. 
     
  • No Rio de Janeiro, cerca de 488 mil doses já foram distribuídas. Ao todo, o público-alvo no estado ultrapassa 7 milhões de pessoas. Na capital fluminense, a campanha já teve início em algumas unidades de saúde.
     
  • No Distrito Federal, 80 mil doses iniciais foram recebidas. A campanha começou nesta quarta-feira (25) e prevê alcançar 1,18 milhão de pessoas.
     
  • Já no Rio Grande do Sul, 360 mil doses chegaram nesta segunda-feira (23), mas a campanha terá início no dia 28. Mais de 5,2 milhões de pessoas fazem parte dos grupos prioritários no estado.

Calendário Nacional de Vacinação

Desde 2025, o imunizante contra a gripe passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes e idosos. Com a mudança, esses grupos podem se vacinar ao longo de todo o ano nos postos de saúde.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
04/12/2025 04:30h

Primeiro lote com 673 mil doses permite início imediato da vacinação de gestantes em todas as 27 unidades da Federação

Baixar áudio

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite em bebês. O primeiro lote, com 673 mil doses, chegou aos estados e ao Distrito Federal e possibilita o início imediato da imunização de gestantes a partir da 28ª semana. A estratégia visa proteger recém-nascidos durante os primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é mais elevado.

A oferta gratuita pelo SUS representa um avanço importante, já que o imunizante chega a custar até R$ 1,5 mil na rede privada. A chegada da vacina é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que transferirá tecnologia para produção nacional. Estudos clínicos demonstram que a vacinação materna reduz em mais de 80% os casos graves do vírus em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento. Foram registrados, em 2025, mais de 43 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo VSR.

A vacina

  • Público-alvo: gestantes na 28ª semana
  • Dose única a cada gestação
  • Pode ser aplicada junto com as vacinas contra influenza e covid-19
  • A imunização diminui em mais de 80% de casos graves de VSR

Veja a quantidade das primeiras doses que serão distribuídas aos estados:  

UF Doses
Acre 3.800
Alagoas 12.430
Amapá 3.460
Amazonas 18.820
Bahia 44.525
Ceará 29.030
Distrito Federal 9.465
Espírito Santo 13.935
Goiás 24.530
Maranhão 25.480
Mato Grosso 15.580
Mato Grosso do Sul 10.755
Minas Gerais 62.165
Pará 33.050
Paraíba 13.570
Paraná 37.120
Pernambuco 30.700
Piauí 11.170
Rio de Janeiro 46.720
Rio Grande do Norte 10.340
Rio Grande do Sul 32.330
Rondônia 6.250
Roraima 3.490
Santa Catarina 25.865
São Paulo 134.555
Sergipe 7.680
Tocantins 6.180
Brasil 673.000

As informações são do Ministério da Saúde (MS).

Copiar textoCopiar o texto
18/10/2025 04:05h

Postos de saúde estarão abertos para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos; a Campanha Nacional de Multivacinação segue até o fim de outubro

Baixar áudio

O Ministério da Saúde (MS) promove neste sábado (18) o Dia D de mobilização, para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Os postos de saúde estarão abertos em todo o país.  

A Campanha Nacional de Multivacinação, estrelada pela apresentadora Xuxa Meneghel, segue até o fim de outubro e oferece gratuitamente todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. No total, foram distribuídas 22 milhões de doses.

As prioridades serão o resgate do público infantojuvenil não vacinado contra HPV, febre amarela e sarampo

Confira as vacinas disponibilizadas:

  • BC
  • Covid-19
  • DTP
  • Febre amarela
  • Hepatite A
  • Hepatite B
  • HPV
  • Influenza
  • Meningocócica C (conjugada) / Meningocócica ACWY (conjugada)
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pneumocócica 10 valente (conjugada)
  • Poliomielite inativada
  • Rotavírus
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • Varicela

Meu SUS Digital

Pais e responsáveis podem acompanhar a situação vacinal de crianças e adolescentes pelo aplicativo Meu SUS Digital, que permite verificar quais vacinas já foram aplicadas e quais ainda estão pendentes. O sistema também disponibiliza alertas sobre as próximas doses, lembretes e atualizações em tempo real.

Sarampo e febre amarela

O MS abrange a vacinação contra sarampo e febre amarela para pessoas de até 59 anos. A imunização contra febre amarela será priorizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

VEJA MAIS: 

Copiar textoCopiar o texto
03/10/2025 04:15h

Ação será realizada entre os dias 6 e 31 de outubro, com foco no resgate de jovens que ainda não foram vacinados contra HPV, febre amarela e sarampo

Baixar áudio

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (1º), a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada para crianças e adolescentes de até 15 anos. A ação ocorre entre os dias 6 e 31 de outubro. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 18 do mesmo mês. Nessa data, os postos de saúde estarão abertos em todo o país para facilitar o acesso da população às vacinas.

A campanha tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação e ampliar a cobertura vacinal entre o público infantojuvenil, especialmente em um momento de alerta para a reintrodução de doenças já eliminadas no Brasil, como o sarampo e a poliomielite. Para isso, o Ministério distribuiu mais de 6,8 milhões de doses aos estados e municípios e repassou R$ 150 milhões para apoiar as ações locais.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Brasil precisa retomar a posição de referência mundial em vacinação. “Todos os dias são dias de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde, mas o dia 18 de outubro será uma oportunidade estratégica para mobilizarmos as localidades com maior concentração de crianças, garantindo que todas sejam protegidas durante o Dia D”, afirmou.

Vacinas disponibilizadas

Durante a campanha, todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação 2025 estarão disponíveis, entre elas os imunizantes contra poliomielite, covid-19, influenza e outras doenças. As prioridades serão o resgate de crianças e adolescentes não vacinados contra HPV, febre amarela e sarampo. Confira:

  • BC
  • Hepatite B
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Poliomielite inativada
  • Rotavírus
  • Pneumocócica 10 valente (conjugada)
  • Meningocócica C (conjugada) / Meningocócica ACWY (conjugada)
  • Influenza
  • Covid-19
  • Febre amarela
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • Varicela
  • DTP
  • Hepatite A
  • HPV

A estratégia de microplanejamento será adotada para identificar áreas de risco e locais com baixa adesão, a fim de direcionar ações específicas ajustadas à realidade de cada território.

Prioridades

Sarampo

Após o aumento de casos de sarampo na América do Norte, região responsável por 99% das ocorrências registradas no continente, a preocupação com a doença se intensificou.

No Brasil, toda a população entre 12 meses e 59 anos poderá receber a vacina como forma de reforçar a proteção coletiva e evitar novos surtos. Em 2025, já foram confirmados 31 casos importados, todos de pessoas infectadas fora do país.

HPV

A vacinação contra o HPV também será intensificada, especialmente entre adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados. A vacina protege contra diversos tipos de câncer, como colo do útero, ânus, pênis, garganta e pescoço, além de verrugas genitais. 

De acordo com o MS, em 2024, a cobertura entre meninas de 9 a 14 anos chegou a 82,83%, enquanto entre os meninos da mesma faixa etária atingiu 67,26%. Apesar do avanço, ainda há estados com índices abaixo da meta de 90%.

Pernambuco está entre as unidades federativas que ainda enfrentam obstáculos para alcançar a cobertura vacinal ideal. Dados da Secretaria Estadual de Saúde indicam que apenas 59% dos meninos e 72% das meninas foram imunizados contra o HPV.

Para enfrentar esse cenário, o governo estadual reforçou as ações locais com a implementação da estratégia de vacinação escolar, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Educação, com foco na atualização da caderneta do público infantojuvenil.

Febre amarela

Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, o Ministério da Saúde recomenda a intensificação da vacinação contra a febre amarela, com foco na atualização da situação vacinal de pessoas entre 9 meses e 59 anos.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
23/07/2025 03:00h

Casos elevam alerta nacional; Acre decreta emergência e Brasil intensifica campanhas de vacinação.

Baixar áudio

O Ministério da Saúde confirmou segunda-feira (21) que investiga dois casos suspeitos de sarampo no município de Campos Lindos, no norte do Tocantins. Os pacientes relataram contato com pessoas vindas da Bolívia, atualmente em surto da doença. Amostras clínicas foram coletadas e enviadas para análise laboratorial na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O Brasil registrou, em 2025, cinco casos de sarampo, que foram confirmados de forma isolada, sendo dois no Rio de Janeiro, um no Rio Grande do Sul, um em São Paulo e um no Distrito Federal. Em 2024, o país recebeu o certificado de livre da circulação do sarampo e, apesar dos registros, o Brasil segue com o status. 

A vacina que previne a doença é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em todo Brasil. 

O Acre decretou estado de emergência pública devido ao risco iminente de reintrodução do sarampo. Até o momento, foram 15 casos suspeitos: 11 descartados e 4 ainda em análise. 

A decisão autoriza medidas extraordinárias, como mobilização de equipes, ampliação da vacinação e campanhas de conscientização.  O Acre, apesar de ter alcançado boa cobertura da primeira dose da vacina (96,7%), apresenta um déficit para a segunda dose, com apenas 70,3% do público-alvo vacinado. 

As ações de vigilância vêm sendo reforçadas especialmente em áreas de fronteiras, onde há maior risco de entrada de casos importados. O Governo Federal vai realizar um Dia D de vacinação no sábado (26), priorizando cidades fronteiriças.

Copiar textoCopiar o texto
04/06/2025 12:00h

O Brasil é um país livre do sarampo desde o final de 2024. Mas essa certificação está em risco pelo aumento do número de casos da doença nas Américas e no restante do mundo.

Baixar áudio

O Brasil é um país livre do sarampo desde o final de 2024. Mas essa certificação está em risco pelo aumento do número de casos da doença nas Américas e no restante do mundo. 

O problema é que o sarampo é altamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Para evitar a reintrodução do vírus no país, o Ministério da Saúde realizou uma ação no Oiapoque, região de fronteira no norte do Amapá, no mês de abril

A vacina que protege do sarampo é a tríplice viral. A cobertura na região Norte está próxima da meta de 95% para a primeira dose. Mas a quantidade de vacinados com a segunda dose ainda precisa melhorar para atingir a expectativa: está em torno de 76%. 

O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explica que a vacinação é a principal forma de evitar que doenças comuns no passado voltem a se espalhar pelo Brasil. “Hoje, temos a certificação do sarampo no nosso país e ter o país certificado contra o sarampo, como área livre do sarampo, é um grande desafio porque agora a gente precisa manter essa certificação.”

A vacina tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola e é oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 12 meses a quatro anos de idade. A primeira dose é aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15. Os adolescentes e adultos até 59 anos com esquema vacinal incompleto também podem se imunizar.  

A Maria do Carmo Medeiros, de 81 anos, de Palmeirópolis, no Tocantins, tem uma história de dor e sofrimento causada pelo sarampo. A aposentada perdeu dois irmãos por conta da doença, nos anos 1960: “Quando era mais jovem, na década de 1960, houve sarampo na região, matou muita criança. Nessa época, tinha 21 anos, quase morri também. Morreu um irmão meu com 16 anos, no dia 15 de janeiro. E quando foi no dia 28 de março, morreu minha irmãzinha com um aninho. Agora, nós não temos nenhum motivo para reclamar. Temos motivo para agradecer a Deus, porque naquela época, escapava pelo milagre de Deus mesmo. Mas agora, temos todo tipo de vacina.”

Em 2024, o Brasil ampliou a cobertura da tríplice viral e superou a meta de vacinar 95% do público-alvo para a primeira dose. A cobertura para a segunda dose foi de quase 80%. Em 2022, os índices eram de cerca de 80% para a primeira dose e quase 58% para a segunda.

Participe da mobilização nacional pela vacinação contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto e garanta imunização contra essas doenças. 

Sintomas: Sarampo

  • Manchas vermelhas (exantema) no corpo;
  • Febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: Tosse seca, Irritação nos olhos (conjuntivite), Nariz escorrendo ou entupido; e Mal-estar intenso.

Sintomas: Caxumba

  • Aumento das glândulas salivares, acompanhado de febre. Cerca de 30% das infecções podem não apresentar aumento aparente dessas glândulas; 
  • Em menores de 5 anos de idade, são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. 

Sintomas: Rubéola

  • Febre baixa; aumento dos gânglios linfáticos atrás das orelhas, nuca e pescoço; 
  • Manchas na pele (Exantema máculo-papular).

Para mais informações, acesse www.gov.br/vacinacao.

Copiar textoCopiar o texto
04/06/2025 11:00h

Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, confirmou o primeiro caso de sarampo desde 2020.

Baixar áudio

Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, confirmou o primeiro caso de sarampo desde 2020. De acordo com a Diretoria de Vigilância em Saúde do município, a pessoa não tinha comprovação vacinal e voltou dos Estados Unidos no final de março. 

O Brasil é um país livre do sarampo desde o final de 2024. Mas essa certificação está em risco pelo aumento do número de casos da doença nas Américas e no restante do mundo. 

O problema é que o sarampo é altamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Para evitar a reintrodução do vírus no país, a melhor estratégia é a imunização. A vacina que protege do sarampo é a tríplice viral

O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explica que a vacinação é a principal forma de evitar que doenças comuns no passado voltem a se espalhar pelo Brasil. “Hoje a gente tem uma certificação do sarampo no nosso país e ter o país certificado contra o sarampo, como área livre do sarampo, é um grande desafio porque agora a gente precisa manter essa certificação.”

O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A vacina tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola e é oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 12 meses a quatro anos de idade. A primeira dose é aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15. Os adolescentes e adultos até 59 anos com esquema vacinal incompleto também podem se imunizar. 

A técnica em Enfermagem, Edir Mathioni, de 60 anos, aplica vacinas há duas décadas na Unidade de Estratégia de Saúde da Família do município gaúcho de Três de Maio. Ela fala da importância da vacinação: "Devido a todos esses transtornos, defendo a vacinação, trabalho com vacina há mais de 20 anos, sou técnica de enfermagem. Sarampo é uma doença viral que pode deixar pessoas com problemas de saúde. Por isso, a vacinação é muito importante para todos."

Em 2024, o Brasil ampliou a cobertura da tríplice viral e superou a meta de vacinar 95% do público-alvo para a primeira dose. A cobertura para a segunda dose foi de quase 80%. Em 2022, os índices eram de cerca de 80% para a primeira dose e quase 58% para a segunda.

Participe da mobilização nacional pela vacinação contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto e garanta imunização contra essas doenças. 

Sintomas: Sarampo

  • Manchas vermelhas (exantema) no corpo;
  • Febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: Tosse seca, Irritação nos olhos (conjuntivite), Nariz escorrendo ou entupido; e Mal-estar intenso.

Sintomas: Caxumba

  • Aumento das glândulas salivares, acompanhado de febre. Cerca de 30% das infecções podem não apresentar aumento aparente dessas glândulas; 
  • Em menores de 5 anos de idade, são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. 

Sintomas: Rubéola

  • Febre baixa; aumento dos gânglios linfáticos atrás das orelhas, nuca e pescoço; 
  • Manchas na pele (Exantema máculo-papular).

Para mais informações, acesse www.gov.br/vacinacao.

Copiar textoCopiar o texto
04/06/2025 10:00h

A região Centro-Oeste já teve um caso de sarampo confirmado em 2025.

Baixar áudio

A região Centro-Oeste já teve um caso de sarampo confirmado em 2025. Trata-se de uma moradora do Distrito Federal, que viajou para fora do Brasil e teve sintomas da doença entre 27 de fevereiro e 1º de março. Exames laboratoriais confirmaram ser sarampo. 

O Brasil é um país livre do sarampo desde o final de 2024. Mas essa certificação está em risco pelo aumento do número de casos da doença nas Américas e no restante do mundo. 

O problema é que o sarampo é altamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Para evitar a reintrodução do vírus no país, a melhor estratégia é a imunização. A vacina que protege do sarampo é a tríplice viral. 

O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explica que a vacinação é a principal forma de evitar que doenças comuns no passado voltem a se espalhar pelo Brasil. “Hoje a gente tem uma certificação do sarampo no nosso país e ter o país certificado contra o sarampo, como área livre do sarampo, é um grande desafio porque agora a gente precisa manter essa certificação.”

O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A vacina tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola e é oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 12 meses a quatro anos de idade. A primeira dose é aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15. Os adolescentes e adultos até 59 anos com esquema vacinal incompleto também podem se imunizar. 

E manter o cartão de vacinação atualizado é um hábito de família da professora Conceição Guisardi, de 48 anos, moradora do Distrito Federal. Para ela, vacinar é um cuidado coletivo: "Aqui em casa é um hábito manter todas as vacinas em dia, tanto as minhas, quanto do meu esposo, quanto do meu filho. Isso porque nós entendemos a vacinação como uma forma de cuidado coletivo, porque quando a gente se vacina está protegendo não só a si mesmo, mas também quem está ao redor, principalmente as pessoas mais vulneráveis, idosos, bebês, no caso aqui de casa, o meu esposo que está em tratamento contra o câncer de pulmão. O sistema imunológico dele está mais vulnerável devido ao tratamento, então qualquer proteção adicional contra doenças infecciosas é muito importante."

Em 2024, o Brasil ampliou a cobertura da tríplice viral e superou a meta de vacinar 95% do público-alvo para a primeira dose. A cobertura para a segunda dose foi de quase 80%. Em 2022, os índices eram de cerca de 80% para a primeira dose e quase 58% para a segunda.

Participe da mobilização nacional pela vacinação contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto e garanta imunização contra essas doenças. 

Sintomas: Sarampo

  • Manchas vermelhas (exantema) no corpo;

  • Febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: Tosse seca, Irritação nos olhos (conjuntivite), Nariz escorrendo ou entupido; e Mal-estar intenso.

Sintomas: Caxumba

  • Aumento das glândulas salivares, acompanhado de febre. Cerca de 30% das infecções podem não apresentar aumento aparente dessas glândulas; 

  • Em menores de 5 anos de idade, são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. 

Sintomas: Rubéola

  • Febre baixa; aumento dos gânglios linfáticos atrás das orelhas, nuca e pescoço; 

  • Manchas na pele (Exantema máculo-papular).

Para mais informações, acesse www.gov.br/vacinacao.

Copiar textoCopiar o texto
04/06/2025 08:50h

O Brasil é um país livre do sarampo desde o final de 2024. Mas essa certificação está em risco pelo aumento do número de casos da doença nas Américas e no restante do mundo.

Baixar áudio

O Brasil é um país livre do sarampo desde o final de 2024. Mas essa certificação está em risco pelo aumento do número de casos da doença nas Américas e no restante do mundo. 

O problema é que o sarampo é altamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Para evitar a reintrodução do vírus no país, a melhor estratégia é a imunização. A vacina que protege do sarampo é a tríplice viral. 

A cobertura na região Nordeste ficou próxima da meta de 95% para a primeira dose em 2024. Mas a quantidade de vacinados com a segunda dose ainda precisa melhorar para atingir a expectativa: ficou em torno de 76%. 

O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explica que a vacinação é a principal forma de evitar que doenças comuns no passado voltem a se espalhar pelo Brasil. “Hoje a gente tem uma certificação do sarampo no nosso país e ter o país certificado contra o sarampo, como área livre do sarampo, é um grande desafio porque agora a gente precisa manter essa certificação.”

A vacina tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola e é oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 12 meses a quatro anos de idade.  A primeira dose é aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15. Os adolescentes e adultos até 59 anos com esquema vacinal incompleto também podem se imunizar. 

A cearense Maria das Dores Anselmo, de 65 anos, não tomou a vacina quando criança e conta como foi. “Tive o sarampo quando eu tinha uns 12 anos de idade. Nessa época, não lembro se tinha vacina. Fiquei muito doente. Morava no sítio, lá no Ceará, em Ubajara, e nessa época, não lembro se tinha vacina lá. E hoje tem. Faz muitos anos que tem. Meus filhos são todos vacinados. E é bom para proteger as pessoas. Quando tive sarampo, me senti muito mal, tive febre, dor de cabeça e saiu nos meus olhos, mas não fiquei com sequelas.”

Em 2024, o Brasil ampliou a cobertura da tríplice viral e superou a meta de vacinar 95% do público-alvo para a primeira dose. A cobertura para a segunda dose foi de quase 80%. Em 2022, os índices eram de cerca de 80% para a primeira dose e quase 58% para a segunda.

Participe da mobilização nacional pela vacinação contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto e garanta imunização contra essas doenças. 

Sintomas: Sarampo

  • Manchas vermelhas (exantema) no corpo;
  • Febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: Tosse seca, Irritação nos olhos (conjuntivite), Nariz escorrendo ou entupido; e Mal-estar intenso.

Sintomas: Caxumba

  • Aumento das glândulas salivares, acompanhado de febre. Cerca de 30% das infecções podem não apresentar aumento aparente dessas glândulas; 
  • Em menores de 5 anos de idade, são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. 

Sintomas: Rubéola

  • Febre baixa; aumento dos gânglios linfáticos atrás das orelhas, nuca e pescoço; 
  • Manchas na pele (Exantema máculo-papular).

Para mais informações, acesse www.gov.br/vacinacao.

Copiar textoCopiar o texto