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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Piauí

25/06/2020 11:32h

No Piauí, 85% dos moradores do estado não têm coleta de esgoto; segundo senador, marco do saneamento pode mudar essa realidade

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Na avaliação do senador Marcelo Castro (MDB-PI), o novo marco do saneamento é uma alternativa para alcançar a universalização dos serviços até 2033, já que, segundo ele, o poder público não tem capacidade de investimento para cumprir a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). A legislação abre concorrência no setor entre companhias públicas e privadas para prestação de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. Para o parlamentar, a situação no Brasil, especialmente no Nordeste, é “vergonhosa”. 

“Nós temos que reconhecer que o poder público não tem recursos para um programa [Plansab] dessa envergadura. Nós precisaríamos investir nos próximos anos de 500 a 700 bilhões de reais. Evidentemente temos que permitir que a iniciativa privada participe desse projeto, para que a gente consiga dotar nossas cidades e nossa população de saneamento básico”, argumenta.

Hoje, no Piauí, mais de 24% da população não tem acesso a água tratada, o equivalente a mais de 726 mil pessoas. Quando se fala de esgoto, 85% dos moradores do estado não são alcançados por serviços de coleta. “Os nossos índices de esgotamento sanitário e de água tratada são vergonhosos. No Piauí, os índices são assustadores”, lamenta Castro.

Para Marcelo Castro, a abertura do mercado é o primeiro passo para reverter o atraso de décadas no setor. “É o compromisso de todos que até em 2033, com essa lei, nós tenhamos a universalização do saneamento básico no Brasil. Coleta de esgoto e água tratada para todos”, acredita.

O marco legal estipula que empresas privadas possam participar de licitações para concessão dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de lixo urbano e drenagem de águas pluviais. A Agência Nacional de Águas (ANA) passar a emitir normas de referência e padrões de qualidade dos serviços.

A formação de blocos regionais, onde uma empresa escolhida por licitação pode operar em mais de uma cidade, é outra novidade. Esse mecanismo é uma tentativa de ajudar locais que individualmente não teriam capacidade de atrair investimento. Para o professor de Direito do Estado do IBMEC DF Thiago Sorrentino, isso é importante para que os serviços de saneamento cheguem a todos os municípios do país, incluindo áreas rurais.

“Para você conseguir fazer uma obra de esgotamento eficiente, você muitas vezes precisa ir além das fronteiras de um, dois ou três municípios, para que aquela obra consiga atender de modo eficiente toda a população daquela região. Pensar no macro é sempre uma necessidade”, explica.

No relatório do PL 4.162/19, apresentado pelo senador Tasso Jereissati, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o atendimento universal de saneamento reduziria em R$ 1,45 bilhão os custos anuais com saúde.

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Saúde
18/05/2020 20:00h

O protocolo clínico oferecido no município de Floriano foi trazido por uma médica brasileira que trabalha na Espanha

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O município de Floriano (PI) tem chamado a atenção de autoridades públicas de todo o país, após um protocolo clínico adotado em pacientes com a Covid-19 em um hospital da cidade apresentar resultados positivos.

O tratamento consiste no uso da hidroxicloroquina associado à azitromicina, na primeira fase doença, e da injeção de corticoides na segunda fase do novo coronavírus. O tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes foi trazido por uma médica brasileira que nasceu em Floriano, mas que atualmente trabalha no Hospital HM Puerta Del Sur, em Madrid, na Espanha.

Uma enfermeira da cidade, que preferiu não ser identificada, e que foi a primeira moradora de Floriano diagnosticada com a Covid-19, conta que foi orientada a receber o tratamento até então inédito. Ela, que sofreu discriminação pelos moradores, por ter sido diagnosticada com a doença, optou por tomar apenas a azitromicina pois não tinha mais sintomas do coronavírus. 

“Eu peguei, argumentei isso para ele [ao médico] que já fazia 11 dias [do contágio], no outro dia faria 12 dias, já havia até passado a fase inicial e não estava sentindo nada, então só tomei a azitromicina”. A profissional de saúde vê com bons olhos o tratamento com hidroxicloroquina, desde que seja aplicado em pacientes com sintomas da Covid-19. 

O protocolo chamou a atenção da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que foi à cidade conferir o trabalho desenvolvido no hospital. Segundo ela, o tratamento será ampliado a outros municípios brasileiros. “Estamos levando, oficialmente, o protocolo que está sendo aplicado aqui para todo o Brasil. Porque os resultados apresentados são incontestáveis”, prometeu a titular da pasta. 

Polêmica
No entanto, o uso da hidroxicloroquina, associada ou não a outros medicamentos, é controverso. A maior parte das pesquisas feitas não comprovaram a eficácia do remédio no combate à Covid-19. O Conselho Federal de Medicina (CFM) condicionou o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com o coronavírus a critério médico e apenas com o consentimento dos pacientes em tratamento. 

O tratamento oferecido no Hospital Tibério Nunes fez com que diversas prefeituras de todo o Brasil se interessassem pelo protocolo clínico. César Nill, radialista e dono do site Floriano News, diz que diversas autoridades públicas e jornalistas de todo o país tem o procurado para se informar sobre o tratamento oferecido na unidade de saúde. “Para nós aqui de Floriano, principalmente nós da imprensa, recebemos ligações de todo o país, ligações de todo o Brasil, da imprensa, de prefeituras, pedindo o contato do médico [que lidera a pesquisa]”, afirma o radialista.

Até o momento, segundo o Hospital Tibério Nunes, 20 pessoas foram submetidas ao protocolo clínico trazido da Espanha, sendo que 15 desses pacientes já receberam alta.

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Saúde
12/03/2020 11:23h

As autoridades de Saúde estão em alerta para que o cenário de 2019 não se repita

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O Piauí registrou, até a quarta semana de janeiro, 14 casos prováveis de dengue. A informação é do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. As autoridades de Saúde estão em alerta para que o cenário de 2019 não se repita. Ao todo, o estado registrou no ano passado, aumento de 319% nos casos de dengue, em comparação com 2018, com mais de oito mil casos prováveis da doença registrados.

Para 2020, a preocupação é com o sorotipo 2 da dengue. Esse tipo da doença tem se propagado com maior intensidade na região Nordeste. Júlio Croda, Diretor do Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde, afirma que o governo já está trabalhando em ações para auxiliar os estados no combate ao Aedes Aegypti.

“O principal é a eliminação mecânica desses focos. O Ministério da Saúde, no ano de 2020, normalizou a distribuição dos inseticidas e os estados já receberam e estão com capacidade de realizar ações complementares de eliminação desses vetores.”

arb mais

Em janeiro, o Ministério da Saúde declarou que 12 estados brasileiros correm o risco de sofrer surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, deve ficar atenta para o possível surto do sorotipo 2 da dengue. 
Coordenador-Geral de Vigilância em Arbovirose, do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e entre no enfrentamento ao Aedes aegypti. 

“Hoje, mais de 80% dos criadouros do mosquito são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das secretarias estaduais e municipais, de saúde, aliado as ações de mobilização da população.”

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

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Saúde
15/01/2020 05:10h

80% dos focos do mosquito transmissor estão nas residências

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Os casos de dengue, zika e chikungunya causam preocupação nas autoridades de saúde do Piauí. O número de notificações de dengue no estado, em 2019, foi de 7.918 casos. Os casos suspeitos de chikungunya foram 894 e de zika 58. 

Agora em 2020, e com a chegada do período chuvoso, os cuidados de prevenção a proliferação do mosquito transmissor devem ser redobrados por toda população afim de evitar que o estado entre em estado de epidemia de dengue, zika e chikungunya.  

O supervisor de Entomologia da Secretaria de Saúde do Piauí, Ocimar de Alencar, revela que 80% dos focos do mosquito transmissor dessas três doenças estão nas residências. Por isso, ele conta que é preciso que cada uma faça a sua parte, eliminando a água parada para que o mosquito não se prolifere.

“A gente tem que ter consciência de que é algo que se faz todos os dias; que é de responsabilidade de toda a sociedade. Cada um também tem que ter o compromisso de manter o seu ambiente domiciliar limpo e sem as condições para o mosquito se reproduzir”.

A professora Eline Rodrigues da Silva, de 35 anos, moradora de Joaquim Pires, teve dengue e chikungunya. Ela relata que chegou a pensar que iria morrer, durante as fases mais agudas das doenças.  

“Eu sentia muita dor no corpo, nas articulações, que nem sequer eu conseguia caminhar. Sentia muita febre. Na época, eu emagreci, perdi peso. Por conta da dengue, alterou a minha visão, elevou o grau dos meus óculos e foi um período muito ruim, que eu achava que realmente ia morrer”.

A população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. O ideal é manter bem tampado os tonéis, caixas e barris de água; lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água; manter caixas-d’água bem fechadas; não deixar água acumulada sobre a laje; encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana; trocar a água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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Brasil
11/12/2019 12:00h

Parlamentares no Congresso Nacional acreditam que a problemática está diretamente ligada aos baixos investimentos no setor. Plenário da Câmara pode votar proposta que altera o marco legal do saneamento básico ainda nesta terça (10)

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Mais de 23% da população não têm abastecimento de água adequado no Piauí. Outro dado relacionado ao serviço de saneamento básico no estado também preocupa: mais de dois milhões de pessoas moram em áreas sem coleta de esgoto. O número equivale a seis de cada 10 habitantes do estado. Os dados, referentes a 2017, são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diante desse cenário, parlamentares no Congresso Nacional acreditam que a problemática está diretamente ligada aos baixos investimentos no setor. Enquanto a média nacional era de R$ 52,53 aplicados por habitante, no Piauí, esse valor chegou apenas a R$ 15,05.

Por esse motivo, representantes piauienses no Legislativo Federal defendem a aprovação de um projeto de lei que altera o marco regulatório do Saneamento Básico. Trata-se do PL 3.261/2019, que, entre outros pontos, atualiza o modelo dos contratos prestados no setor de saneamento para aumentar a concorrência entre empresas. Isso, segundo propõe a matéria, seria alcançado com a extinção dos contratos de programa. 

O texto teve a urgência aprovada em novembro e está na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (11). Se aprovado, o projeto obrigará os municípios a realizarem licitação para execução de novos contratos. O objetivo é abrir o mercado para a participação de empresas privadas e aumentar o investimento, principalmente, para cidades menores.

Com essa alteração na legislação, segundo a deputada federal Iracema Portella (PP-PI), os piauienses terão “acesso total” aos serviços de água e esgoto. Para a congressista, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal precisam dar essa resposta à população para que os brasileiros não fiquem vulneráveis a doenças causadas pela falta de saneamento básico.

“A situação do Piauí é motivo de preocupação. Vemos as cidades crescerem sem saneamento, e isso vai se agravando com o passar dos anos. A discussão do Marco Regulatório do Saneamento Básico é umas das questões mais importantes no Congresso Nacional, porque sabemos que, do jeito que está, não dá para continuar”, defende a deputada.

“As metas para a universalização do saneamento básico até 2033 não estão sendo cumpridas. Temos que chegar a uma solução responsável, que permita garantir o esgotamento sanitário e o acesso à água tratada a todos os brasileiros”, conclui.

O PL 3261/2019 é de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e teve como relator na Câmara o deputado Geninho Zuliani (DEM/SP). Foi apresentado após a MP 868/2018 perder a validade em junho desse mesmo ano. Após aprovação no Plenário da Câmara, o PL retornará ao Senado para revisão das modificações. 

Caso de saúde pública

Os números oficiais comprovam que a precariedade no saneamento tem reflexo na saúde de adultos e crianças brasileiras. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2016 e 2017, 1.935 dos 5.570 municípios brasileiros (34,7%) registraram epidemias ou endemias ligadas à falta de saneamento básico, como casos de diarreia, leptospirose, cólera, malária e hepatite.

A evolução dos serviços equivale à economia nos cofres públicos. Estimativa do Instituto Trata Brasil, com base em dados do IBGE, calcula que as despesas com internações por infecções gastrointestinais no SUS podem cair de R$ 95 milhões (2015) para R$ 72 milhões em 2035.

Diretor de relações institucionais da entidade, Percy Soares Neto defende que a solução para o saneamento envolve a coordenação entre recursos públicos e privados. “O setor de saneamento tem um impacto direto no cotidiano das pessoas e, ao melhorar o marco regulatório, por meio do que está exposto (no Projeto de Lei), o País cria condições de atrair mais investimento para ampliar os serviços de saneamento básico”, argumentou.
 

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Saúde
06/11/2019 06:31h

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 614 pacientes compõem a lista de espera por um órgão no estado.

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A doação de órgãos representa um recomeço aos que aguardam na lista de espera por um transplante. A história da Gabriela Silva, de 45 anos, ilustra bem isso. A vida da funcionária pública de Teresina mudou do dia para noite, aos 31 anos, após um diagnóstico de cirrose biliar primária – uma doença autoimune e inflamatória do fígado. O estado de saúde era grave, pois demandava um transplante do órgão. O impacto foi “forte” e Gabriela chegou a ter depressão.

“Imagine você ouvir tudo aquilo... Falo emocionada, porque passa um filme na cabeça. Eu tinha 31, 32 anos de idade. Imagina! Com um futuro todo pela frente...”, afirma Gabriela.

Após entrar em lista de espera, Gabriela recebeu um fígado, em 2013. O doador compatível, um morador da capital cearense. Ali, viu a chance de uma “nova vida”. Atualmente, representa a Associação Brasileira de Transplantados das regiões Norte e Nordeste e cursa psicologia. A intenção é ajudar outros pacientes que aguardam por órgãos.

Outro fruto desse recomeço é o Gabriel, bebê de quatro meses. Gabriela adotou a criança – uma promessa caso sobrevivesse à troca de órgãos. 
Agradecida por tudo que o transplante de fígado trouxe, ela ressalta: doar órgãos é salvar vidas.
 
“É uma das melhores formas do ente querido que faleceu ser lembrado pela família que está passando por um momento difícil – e muito bem lembrado. Quem recebe o órgão nunca esquece. Então, doação de órgãos é continuar a vida, dar alegria a várias famílias”, relata. 

Coração, pulmão, rim, fígado e pâncreas são os órgãos que podem ser doados. Além, de tecidos, como as córneas e ossos. No Piauí, são realizados apenas transplantes de córnea e rim, no Hospital Getúlio Vargas, em Teresina. Os pacientes que necessitam de outro tipo de órgão são encaminhados para outros estados, principalmente, para o Ceará. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 614 pacientes compõem a lista de espera por um órgão no estado. Desse total, 399 esperam por um transplante de córnea e 215 por rim. 

A coordenadora estadual da Central de Transplantes do Piauí, Maria de Lourdes de Freitas, afirma que a lista de espera atual para o transplante de córnea, no estado, reúne por volta de 340 pacientes e são feitas de 170 a 180 transplantes por ano. Já a lista de espera por um rim pode chegar a ter 300 pacientes. 

Para a coordenadora, a recusa das famílias dos pacientes com morte encefálica em doar os órgãos dificulta a realização de um maior número de procedimentos. Segundo ela, só no ano passado, a taxa de autorização familiar foi de apenas 30%. O número é menor do índice brasileiro, de 60% (Ministério da Saúde). Por isso, a conscientização da população é muito importante para mudar tal realidade, na avaliação da gestora.

“A legislação é uma das mais seguras no mundo. Não existe favoritismo para nenhuma classe social. O transplante é a última fronteira do tratamento, a única esperança em vida. O doador – e sua família [ao autorizar a doação] – pode favorecer até sete pacientes, pois vários tecidos podem ser doados, além dos órgãos, como as córneas, a pele, os ossos”, aponta a coordenadora. 

O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018, segundo o Ministério da Saúde. Foram 13.263 transplantes neste ano, contra 13.291 do ano passado. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Também tiveram aumento os de pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes.

O país é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Central de Transplantes do Piauí funciona 24 horas e o telefone de contato é (86) 3216-3553. Repetindo: (86) 3216-3553. 

Se você deseja ser um doador de órgãos, converse com sua família e deixe bem claro o seu desejo de salvar a vida do próximo. A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: http://saude.gov.br/doacaodeorgaos.

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Educação
30/09/2019 15:08h

Segundo Mapa do Trabalho Industrial, do SENAI, áreas de metalmecânica, alimentos e eletroeletrônica demandarão técnicos capacitados em quatro anos

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O estado do Piauí terá de qualificar 51.863 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento entre os anos de 2019 e 2023. Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e divulgado nesta segunda-feira (30).

Segundo a coordenadora de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI-PI, Sandra Silva, os setores que mais vão demandar mão de obra técnica profissional, nos próximos anos, são de energia e telecomunicações; têxtil; metalmecânica; informática; e profissionais habilitados em profissões transversais, ou seja, que atuam em qualquer segmento, como técnico em eletrotécnica.

A gestora do SENAI afirma que, com essa janela de oportunidades, a capacitação profissional dos jovens, por meio da formação técnica, é importante para melhorar a produtividade e a competitividade das empresas. Ressalta também que a formação técnica é o caminho mais curto para o jovem conseguir colocação no mercado de trabalho.

“A educação profissional vai favorecer e facilitar a inserção do jovem no mercado de trabalho, principalmente porque, por parte das empresas, a demanda maior é por profissionais técnicos”, afirmou.

Qualificação profissional

O estudo prevê, ainda, que o Piauí precisará aperfeiçoar a formação de trabalhadores que já estão empregados, com oferta de cursos de qualificação, de carga horária superior a 200 horas, voltados ao desenvolvimento de novas competências e capacidades dos profissionais. As maiores demandas estão nas áreas de metalmecânica; alimentos; eletroeletrônica; confecção e vestuário; e energia e telecomunicações.

James Hermes dos Santos, de 63 anos, atua no setor gráfico do Piauí há quatro décadas. Com vasta experiência, ela percebe que a indústria de impressões tem se modernizado cada vez mais, principalmente na digitalização do processos produtivos.

“Hoje nós já não pegamos pessoas para formar dentro da empresa como era antigamente. Ou o profissional vem qualificado ou não tem emprego. Ele não vai para dentro da gráfica sem conhecimento”, salientou.

O Mapa do Trabalho Industrial mostra, ainda, que entre as ocupações que exigem cursos de qualificação técnica de carga horária menor de 200 horas e que mais vão demandar profissionais capacitados no Piauí, estão logística e transporte; alimentos; transversais; metalmecânica; e construção.

Arte: ARB Mais

Arte: ARB Mais

Os jovens que tiverem interesse em uma dessas áreas podem acessar o site fiepi.com.br/senai ou comparecer a uma das unidades do SENAI no estado. Mais informações podem ser consultadas pelo telefone (86) 3218 3000.
 

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Saúde
08/08/2019 18:16h

Atualmente, apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses

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Há sete meses, Jackelane Barbosa, de 28 anos, vive a experiência da maternidade, tão sonhada por ela. E para garantir o saudável desenvolvimento do filho Lucas, a assistente administrativa e moradora de Teresina, alimentou exclusivamente o pequeno com leite materno, ao longo de seus primeiros seis meses de vida – prática recomendada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde. Após esse período, as autoridades de saúde orientam o aleitamento materno até os dois anos ou mais da criança, intercalado com alimentos saudáveis.

Para não interromper a amamentação do Lucas, Jackelane recebeu o valoroso amparo do marido e da mãe. E ainda recebe, após o retorno ao trabalho.  

“Eu trabalho um turno e aí, eu retiro o meu leite, congelo conforme as orientações dos médicos e a minha mãe, que fica com ele, dá o meu leite conforme orientado. Nada disso seria possível se eu não tivesse tido o apoio da minha família. Por muitas vezes, pensei em fraquejar. Mas o meu esposo e a minha mãe estavam comigo o tempo todo, me apoiando e incentivando.”

Ocorre em todo o país a Semana Mundial da Amamentação (SMAM). Neste ano, a iniciativa tem como objetivo conscientizar pais e familiares sobre o seu papel no apoio à prática do aleitamento materno. Para que criem um ambiente que faça as mães se sentirem seguras e confortáveis, assim como Jackelane. No Piauí, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) realiza atividades de conscientização ao longo do mês. A secretaria acionou todas as regionais de saúde do estado para a mobilização, que deverá se estender até o fim do ano.

Atualmente, apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses, e só 32% continuam amamentando até os 24 meses. Os dados são da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde.

O leite materno é um recurso natural e proporciona nutrientes que a criança precisa para crescer saudável, destaca Vanessa Paz, que é coordenadora do Banco de Leite do Estado do Piauí.

“Para o bebê, o aleitamento materno é fundamental. Desde o primeiro momento, o bebê já começa a receber os fatores de proteção indiscutivelmente favoráveis para estabelecer o sistema de defesa apropriado. É completo em nutrientes – inclusive água. Então, o leite materno tem sais mineiras, vitaminas, a gordura necessária.”

Arte: Sabrine Cruz

A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade infantil. Por isso, incentive todas as mulheres que você conhece a amamentarem os seus filhos. Amamentação. Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br. 

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Saúde
12/07/2019 11:17h

Foram detectados, no estado, mais de 980 novos casos em 2018.

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Dor e tristeza acompanham o isolamento. E a situação fica ainda mais difícil se for por causa de uma doença com estigma de deformidade. Francilene Mesquita, de 42 anos, foi obrigada a parar de trabalhar quando recebeu o diagnóstico de Hanseníase, cinco anos depois de começar a apresentar os sintomas da doença. Sentia dormências, tinha inchaços e levava pequenos choques através do corpo. Depois do tratamento, no entanto, a única sequela foi o travamento em um dos nervos da mão direita. Além das consequências físicas, ficou o trauma psicológico.

“Na verdade, me isolei. Não queria que ninguém soubesse. Nem meus próprios familiares. Também tive uma grande preocupação por ser diarista. Trabalhava em casa de família, fiquei com medo da reação delas, até eu mesmo estava com medo, o que dirá as outras pessoas. Se eu tenho preconceito comigo mesma, o preconceito é o próprio medo. Mas este medo, na verdade, é o medo do outro, a gente fica com medo da reação das pessoas”.  

Créditos: Ministério da Saúde

Ao fim do tratamento, foi preciso tomar corticoide para a dor na mão, depois que um nervo da área foi comprometido. Mesmo com muita fisioterapia, Francilene ficou incapacitada de fazer trabalhos braçais, o que a forçou a mudar de profissão. Agora, ela atua como voluntária para informar a população sobre a hanseníase e cursa Serviços Sociais. 
A superação não é incomum para quem tem ou já teve a doença, que tem tratamento e cura. De acordo com a supervisora do Programa de Hanseníase do Piauí, Eliracema Alves, foram detectados, no estado, mais de 980 novos casos em 2018. Ela explica que a maioria dos diagnósticos foi de pacientes com a hanseníase na forma multibacilar, tipo em que pode haver transmissão de pessoa para pessoa.

“A forma multibacilar é a forma onde o indivíduo tem muitos bacilos. É a forma de contaminação, que pode passar para outras pessoas - porque tem a paucibacilar e a multibacilar. Desses novos, nós temos também crianças, em torno de 55 crianças, menores de 15 anos, que têm hanseníase. O que é uma preocupação nossa, do estado, porque onde tem uma criança com hanseníase, é porque tem um adulto que não foi diagnosticado e não está fazendo o tratamento. Porque quando a pessoa inicia o tratamento, após alguns dias, ele já não transmite mais a doença para ninguém”.

“A forma multibacilar é a forma onde o indivíduo tem muitos bacilos. É a forma de contaminação, que pode passar para outras pessoas - porque tem a paucibacilar e a multibacilar. Desses novos, nós temos também crianças, em torno de 55 crianças, menores de 15 anos, que têm hanseníase. O que é uma preocupação nossa, do estado, porque onde tem uma criança com hanseníase, é porque tem um adulto que não foi diagnosticado e não está fazendo o tratamento. Porque quando a pessoa inicia o tratamento, após alguns dias, ele já não transmite mais a doença para ninguém”.

Créditos: Ministério da Saúde

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Saúde
29/05/2019 11:00h

Doar leite materno pode ajudar a salvar vidas de milhares de bebês prematuros ou com baixo peso, internados nas UTIs neonatais.

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LOC.: Doar leite materno pode ajudar a salvar vidas de milhares de bebês prematuros ou com baixo peso, internados nas UTIs neonatais. 

Aqui, em Teresina, a mãe que está amamentando pode ser uma doadora de leite materno. O Banco de Leite Humano referência em aleitamento fica na Maternidade Dona Evangelina Rosa, no bairro Cristo Rei. 

Além disso, também em Teresina, são três postos de coleta. O telefone para contato é (86) 3228-2022. Repetindo: (86) 3228-2022. 
Neste número, as mães são informadas e direcionadas para o posto mais próximo de sua casa. 

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeleite.

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