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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Maranhão

06/07/2020 00:00h

No Maranhão, enfermeira alega que foi curada dos sintomas da doença graças ao tratamento à base de corticoide; “Protocolo de Madri” também é aposta

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Apesar de ainda não haver tratamento com evidências científicas para coronavírus, o elevado número de casos, somado a superlotação em leitos de hospitais, levou médicos e pesquisadores a desenvolverem tratamentos experimentais que podem ajudar pacientes infectados. Um exemplo é o uso de corticoide, substância que costuma ser usada em remédios anti-inflamatórios.

COVID-19: Município de Carolina (MA) adota tratamento utilizado por médica brasileira em Madri, na Espanha

Municípios já adotam tratamento utilizado no hospital de Floriano (PI) em pacientes infectados pelo coronavírus

Governo federal procura voluntários para testar eficácia de vermífugo contra à Covid-19, em Juiz de Fora (MG)

O método é utilizado pelo médico pneumologista Rodrigo Santiago, de São Paulo. Ele afirma que esse procedimento deve ser adotado quando o paciente já começa a apresentar sintomas respiratórios que precisam de maior atenção. “Quando começa a aparecer sintoma respiratório mais importante, como tosse, falta de ar ou mesmo alteração tomográfica, temos que pensar que chegou na fase da inflamação”, explica.

“O corticoide oral, nessa fase inflamatória, é muito útil. E, muitas vezes, desde o H1N1, sabemos que em pneumonia viral temos, em segundo lugar, uma pneumonia bacteriana. Ou seja, o vírus predispõe à infecção bacteriana, o que acaba em termos a necessidade de entramos com antibiótico”, indica Santiago.

O pneumologista deixa claro que é preciso ter cautela para que o tratamento não seja visto como uma “solução mágica” e reforça que o uso de determinado medicamento não é aconselhado para todos os pacientes. “Não dá para falar que é um tratamento contra o coronavírus, porque para isso ainda não temos evidência científica. É por isso que eu gosto de falar que não estou tratando coronavírus, estou tratando o que ele causou. Se ele causou inflamação, eu vou melhorar a inflamação que ele causou. Se ele evoluiu para uma infecção bacteriana na secundária, eu vou entrar com uma antibiótico para isso”, pontua.

No município de Campestre, interior do Maranhão, a jovem Giovanna Rodrigues Macedo, de 25 anos, alega que se curou dos sintomas da covid-19 graças ao tratamento à base de corticoide. Ela trabalha como enfermeira em Imperatriz, onde acredita ter contraído a doença.

“Minha saturação estava oscilando muito, entre 90 e 93. Tive que ir para o oxigênio. Quatro dias depois tive alta. Fui para casa ainda com receita médica, porque ainda sentia dores nas costas, tendo que voltar ao hospital após uma semana. Retornei ao hospital para fazer novos exames. Deu tudo certo graças a Deus e, no dia seguinte, pude voltar a trabalhar”, relata Giovanna.

Se no caso de Giovanna o método pode ter dado certo, o pneumologista Rodrigo Santiago faz um apelo e pede para que nenhuma pessoa tome remédio por conta própria e sempre procure um especialista para saber os riscos e possíveis efeitos colaterais. Isso significa que se você ou algum parente ou amigo tem sintomas de covid, tomar medicações com corticoide não é uma garantia de que o quadro de saúde vai melhorar.

“Protocolo de Madri”

No Brasil, outro exemplo de tratamento experimental utilizado por algumas prefeituras é o chamado “Protocolo de Madri”. A terapia consiste, principalmente, na associação dos medicamentos hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina ou albendazol, na primeira fase da doença, e da injeção de corticoides, na segunda.

O pneumologista Rodrigo Santiago diz que respeita e vê boas intenções nos médico que utilizam esse tipo de tratamento, mas que não é adepto a ele. Segundo ele, nesse caso, como haveria uma necessidade de o paciente ser atendido nos primeiros dias de sintomas, poderia haver comprometimento da possível eficácia do método, já que nem todos os pacientes procuram atendimento logo nos três primeiros dias. “É um tratamento precoce que teria o intuito de atacar a fase de replicação viral conforme a teoria explica”, contextualiza.

“Para esse protocolo, é preconizado o uso nos dois ou três primeiros dias de hidroxicloroquina, além das outras medicações. Mas, na prática, é muito complicado porque, dificilmente, o paciente vai ao médico no primeiro ou segundo dia de sintoma respiratório. Até o paciente procurar o serviço médico já se passaram de cinco a sete dias do início dos sintomas, período em que há evidências científicas de que não há comprovação de benefício desse tipo de medicação”, enfatiza o especialista.

Por outro lado, o gerente de assistência e qualidade do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) de Araguaína (TO), Vinicius Menezes, garante que o “Protocolo de Madri” tem dado resultado no atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

“Pela nossa análise mais crua, ainda não científica, o que percebemos de dados mais consistentes até agora é que o grupo que utiliza o tratamento precoce tem 4,5 vezes menos chance de internação e oito vezes menos chance de morte do que o grupo que não faz o tratamento precoce”, estima.

“Ao contrário do que se tinha antes, ‘se tiver sintoma fique em casa, espera e, quando estiver muito ruim, vai para o hospital, faz uso de tubo, ventilador e vamos ver no que dá’, esse protocolo resolveu fazer o tratamento de acordo com as fases. Deve-se buscar precocemente o atendimento, identificar o perfil e duração da doença. Ainda nessa primeira fase, nós fazemos um tratamento baseado em algumas drogas com efeito antiviral, em que percebemos bons resultados”, atesta Menezes.

Até o momento, cerca 200 pacientes se submeteram a esse tipo de tratamento em Araguaína. Desse total, apenas um morreu e oito foram internados. Segundo Vinicius Menezes, todos os pacientes passam por uma avaliação prévia para saber se têm condições de se submeterem ao tratamento, além de ser exigida a assinatura de um termo de responsabilidade.

Benedito Ribeiro Júnior, de 42 anos, foi um dos moradores de Araguaína que contraiu covid-19 e conta que durante o tratamento fez uso de hidroxicloroquina, assim como a utilização de outros medicamentos receitados pelos médicos. Apesar de alegar que ainda sente resquícios dos sintomas, o vendedor autônomo vê uma melhora aparente em seu quadro clínico.

“O tratamento foi de fundamental ajuda para mim. Eu recebi todo auxílio dos médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas. Na verdade, salvaram a minha vida. Todos os procedimentos foram importantíssimos para a minha recuperação”, reconhece.

No Brasil, o tratamento previsto no “Protocolo de Madri” começou a ser utilizado em pacientes infectados no Hospital Regional Tibério Nunes, na cidade de Floriano (PI). O diretor da unidade, Justino Moreira, salienta que método passou a ser aplicado após a apresentação de resultados positivos em pacientes. Segundo Moreira, até o momento nenhum paciente sofreu com efeitos adversos por causa da medicação.

“São somados apenas cinco dias de medicação. Poderia ocorrer uma maculopatia (degeneração da parte central da retina responsável pela visão de detalhes) após pelo menos 30 ou 60 dias de medicação. Como são por cinco dias, não tivemos nenhum efeito colateral perceptível”, sustenta Justino Moreira.

O tratamento oferecido no Hospital Regional Tibério Nunes foi trazido por uma médica brasileira que atualmente trabalha no Hospital HM Puerta Del Sur, em Madrid, na Espanha. O protocolo utilizado chamou a atenção da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que foi à cidade piauiense conferir o trabalho desenvolvido. Segundo a ministra, o tratamento será ampliado a outros municípios brasileiros.

O uso da hidroxicloroquina, associada ou não a outros medicamentos, é tema controverso entre as autoridades da área da saúde. Ainda não existe um estudo científico que comprove ou não a eficácia do remédio no combate à covid-19. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Ministério da Saúde indicaram o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com o coronavírus a critério médico e com o consentimento dos pacientes em tratamento.
 

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26/06/2020 11:21h

Senador diz que “saneamento no Maranhão é problema” e ressalta que setor público não tem condições de investir recursos necessários para universalizar serviços

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Na avaliação do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), o novo marco do saneamento (PL 4.162/2019), aprovado no Senado na última quarta-feira (24), pode tirar o Maranhão “do buraco” e melhorar a oferta dos serviços de água e esgoto. O texto, que agora aguarda sanção presidencial, estabelece como meta para o Brasil que a universalização do saneamento seja alcançada até o final de 2033, quando 99% da população deverá ter acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de resíduos sanitários. Para isso, a lei obriga que os novos contratos sejam licitados, por meio de concorrência entre empresas públicas e privadas. 

O Maranhão tem um dos piores índices de cobertura do país. No estado, 2,7 milhões de pessoas vivem sem água encanada (43,6%). Outro dado alarmante do Painel Saneamento Brasil é que mais de cinco milhões de maranhenses não têm coleta de esgoto, o que equivale a 86,2% da população. Baseado nesses dados, o parlamentar critica a atuação da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), que atualmente atende 162 municípios. Para Roberto Rocha, os problemas financeiros da estatal não permitem uma prestação adequada dos serviços.

“Em questão de saneamento no Maranhão, tudo é problema. A Caema não consegue sequer pagar a conta de energia, que é paga todos os meses pelo Tesouro. Ou seja, aquelas pessoas que não tem água, não tem esgoto, pagam, no final do mês, a conta de energia da companhia. Isso não é justo”, cobra.

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Para que o atraso de décadas fique no passado, o senador Tasso Jereissati, na leitura do relatório sobre o marco legal, afirmou que o Brasil precisará de R$ 500 bilhões e 700 bilhões nos próximos anos. Injeção de recursos, que no entendimento de Roberto Rocha, só será possível com a entrada de investidores privados. “É óbvio que o poder público não tem dinheiro para isso, nem no Brasil, nem em qualquer lugar do mundo. Temos que recorrer ao capital privado para fazer esse investimento, como já fazemos em aeroportos, portos e rodovias”, compara o senador.

Atualmente, 94% dos municípios brasileiros têm empresas públicas à frente dos serviços de saneamento e em apenas 6% das cidades as operações são feitas por companhias privadas. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que países considerados referência em saneamento, como Alemanha, Inglaterra e Chile, adotam modelo com a participação de concessionárias privadas de água e esgoto. 

O advogado de direito ambiental e econômico Alessandro Azzoni ilustra como a competição e a necessidade de rentabilidade incentivam a melhoria dos serviços no país.

“Para eu poder ter uma arrecadação maior e pagar o meu serviço, eu preciso ligar o maior número de pessoas à rede, ou seja, tratar o esgoto do maior número de clientes, aumentar o fornecimento de água. Assim, você parte para a universalização do acesso ao saneamento básico. Ou seja, toda a população tem que ter acesso ao saneamento básico”, indica.

No texto aprovado pelos senadores, a Agência Nacional de Águas (ANA) passa a ser a reguladora do setor e responsável por emitir parâmetros de qualidade para os serviços de saneamento - o que se pretende é unificar normas e processos, já que atualmente o país conta com mais de 50 agências reguladoras regionais e estaduais.
Para levar saneamento de qualidade a cidades pequenas e áreas rurais, o novo marco legal cria os chamados blocos de municípios. Com isso, uma empresa escolhida por licitação tem a possibilidade de operar em mais de uma localidade, em uma tentativa de ajudar prefeituras que, individualmente, não teriam capacidade de atrair investimentos.

No esforço de cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a legislação prorroga prazos para fim dos lixões no país, o que deveria ter ocorrido em agosto de 2014. Se for sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a lei determina que capitais e regiões metropolitanas acabem com lixões no próximo ano e cidades com mais de 100 mil habitantes, até 2022. No caso de cidades de porte médio, entre 50 e 100 mil habitantes, o limite máximo é 2023 e em municípios com menos de 50 mil habitantes, o prazo é 2024.

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Saúde
03/06/2020 21:30h

A terapia consiste, principalmente, na associação dos medicamentos hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina ou albendazol, na primeira fase doença.

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O Hospital Municipal de Carolina (MA) adotou o novo tratamento para a Covid-19, o chamando “Protocolo de Madri”. A terapia consiste, principalmente, na associação dos medicamentos hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina ou albendazol, na primeira fase doença, e da injeção de corticoides, na segunda fase.

De acordo com o último levantamento da secretaria municipal de saúde de Carolina, a cidade tem 46 casos da doença em monitoramento, 48 casos suspeitos e 35 já foram descartados. O município desde o início da circulação do novo coronavírus já notificou 54 casos da doença. A cidade não registrou óbito em decorrência da Covid- 19.

Além disso, do total de casos da doença, apenas oito pacientes foram internados. Atualmente só um paciente está internado no Hospital Municipal da cidade. 
Segundo o médico e prefeito de Carolina, Erivelton Neves (Solidariedade), a combinação de medicamentos prevista no protocolo tem garantido a melhora e recuperação dos pacientes na região. 

“Estamos seguindo o ‘Protocolo de Madri’ aqui em Carolina, seguindo à risca, assistindo as lives, discutindo, estudando os artigos. E graças a isso, temos implantado o protocolo e tem sido um sucesso. Dessa forma resgatando a autoconfiança da população, a dignidade e o psicológico das pessoas em confiar em um tratamento que está dando certo”, relata Neves.

O município de Carolina fica localizado no Sul do estado do Maranhão, cerca de 640 km, da capital, São Luis. A cidade é conhecida como o portal do Parque Nacional Chapada das Mesas, uma unidade de conservação de cerrado com dezenas de cachoeiras e balneários, que atraem milhares de turistas de todo o país todos os anos.

Já o secretário municipal de saúde do município de Carolina (MA), Leonardo Souza Coelho, explica que a unidade de saúde do município já tinha um protocolo estabelecido. No entanto, após ter conhecimento do novo tratamento resolveu adequar os procedimentos.

“A gente fez o nosso e adequou a nossa realidade e começamos a utilizar. Todos os pacientes estão utilizando, não apenas os confirmados. A gente não está aguardando confirmar o exame para a gente começar com a medicação. A partir do momento em que paciente tem a clínica, ele vem nas nossas unidades aqui e o médico já vai passando. Claro que o médico só passa mediante a assinatura do termo de responsabilidade pelo paciente. O termo foi disponibilizado pelo próprio CRM do Maranhão”, destacou o secretário.

A técnica em enfermagem e moradora de Carolina (AM), Ana Lucia da Costa Rocha, 46 anos, foi uma das pacientes beneficiadas com o novo protocolo utilizado na rede pública de saúde. Ana não chegou a ficar internada no hospital municipal da cidade. Ela comenta como foi o tratamento.

“Eu comecei o tratamento com a azitromicina e o corticoide. Eu fiz o uso da cloroquina, mas acabei não me sentindo bem com o medicamento. Aí eu voltei ao médico novamente e ele suspendeu a cloroquina. Mas graças a deus foi tudo bem. Os meus sintomas, foram sintomas leves e não precisei ficar internada”, explicou a técnica em enfermagem.

Ana Lucia, relata ainda que durante o tratamento da doença os principais sintomas era diarreias e dores no corpo. “Eu sentir vários sintomas. Eu tive diarreia, dor na garganta e no corpo. Eu tive febre, mas não alta. A minha diarreia foi muito forte. Eu tive também dor no peito, cansaço. Eu sentia muitas dores nas costas. Mas não sentir falta de ar. Mas agora já estou bem, já voltei ao trabalho”, disse.

Boletim Epidemiológico de Carolina (MA)  Imagem: Artes

O conhecido como “Protocolo de Madri”, o tratamento tem mostrado resultados positivos.  Segundo o secretário municipal de saúde do município de Carolina (MA), Leonardo Souza Coelho, a combinação dos medicamentos tem evitados o agravamento de casos da doença no município. 

“A gente está percebendo que houve uma melhora, porque o paciente não está se agravando. De todas as internações que a gente teve, só um foi mais grave. E quando a gente entrou com os corticoides, junto com o protocolo e a cloroquina e a azitromicina, em dois dias a gente já verificou a melhora no exame de raio-x dele. No quinto dia, ele já recebeu alta do hospital”, disse Coelho.

O secretario Leonardo explica ainda que todos os pacientes quando chegam a unidade de saúde em Carolina (AM), e que já apresentam sintomas clínicos, começam a receber a medicação de imediato. Foi o caso do chefe do transporte escolar da prefeitura municipal de Carolina (AM), Paulo Roberto do Nascimento Santos, 48 anos. Após o diagnóstico ele já começou com a medicação.Paulo Roberto do Nascimento Santos - Foto: Arquivo pessoal

“O tratamento foi precoce. Foi feito logo no começo da infecção. Durante o tratamento eu tomei a cloroquina, azitromicina e o albendazol. Eu retornei hoje ao médico e graças a deus estou curado”, disse Santos. 

Outro paciente que recebeu os medicamentos do novo protocolo no Hospital Municipal de Carolina (AM), foi o motorista de caminhão, Renan Noleto Rocha, 35 anos. Explica como foi o tratamento desde que descobriu que estava infectado pela Covid-19.Renan Noleto Rocha - Foto: Arquivo pessoal

“Apresentei os sintomas no dia 17 de maio e fiz o exame de sorologia. Após dez dias do resultado positivo eu comecei o tratamento com a azitromicina e cloroquina por cinco dias. Hoje eu fui avaliado pelo médico e tive alta. A minha mãe e esposa também testaram positivo. Mas graças a deus estou me sentindo bem e estou curado”, ressaltou Rocha.

O Protocolo de Carolina (MA)

Os pacientes infectados pelo novo coronavírus estão sendo medicados no Hospital Municipal de Carolina (MA). A unidade de saúde segue o protocolo que prevê a utilização a nível hospitalar, dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina, como relata o secretário municipal de saúde do município de Carolina, Leonardo Souza Coelho

“Ele tem a fase um que a aplicação viral, onde utilizamos a cloroquina ou a hidroxicloroquina. Além da ivermectina, azitromicina ou albendazol e o sulfato de zinco. A partir do momento que ele tem os sintomas e procura a nossa unidade, então o médico já vai prescrever. Esse é o paciente na fase um que vai ficar em casa. Na fase dois é quando o paciente já tem algum problema respiratório, possivelmente ele vai ficar internado. É nesse paciente que a gente está fazendo a pulso terapia, que é com uso de corticoides e outras medicações que o médico tem no protocolo, como os antibióticos”, destacou Coelho. 

O Protocolo de Madri

O tratamento com o uso associado desses medicamentos e com o de corticoides já vinha sendo oferecido também no município de Floriano (PI), no Hospital Regional Tibério Nunes. O novo protocolo foi trazido pela médica brasileira Marina Bucar Barjud, que atualmente trabalha no Hospital HM Puerta Del Sur, em Madrid, na Espanha. 

O protocolo chamou a atenção de médicos de inúmeras prefeituras do país e levou a ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, a conferir o trabalho desenvolvido no Hospital Regional Tibério Nunes. Após a viagem a Floriano (PI), em live, a ministra afirmou que recomendaria a ampliação do tratamento a outros municípios brasileiros, como medida de combate do Governo Federal a Covid-19.

O uso da hidroxicloroquina, associada ou não a outros medicamentos, é tema controverso entre as autoridades da área da saúde. Ainda não existe um estudo científico que comprove ou não a eficácia do remédio no combate à Covid-19. Estudos nesse sentido levam anos para serem concluídos. Contudo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Ministério da Saúde indicaram o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com o coronavírus a critério médico e com o consentimento dos pacientes em tratamento.

Ministério da Saúde

Por nota, o Ministério da Saúde informou que, orientações para uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento precoce da COVID-19, segue princípios bioéticos que garantem a equidade do SUS, dando o direito ao paciente de optar, com seus médicos, por uma terapêutica de baixo custo já usada no Brasil no tratamento de outras doenças. 

Além disso, o Ministério da Saúde assume seu papel, como órgão orientador do Sistema Único de Saúde (SUS) no país, de recomendar uma dose do medicamento que garanta a segurança do paciente na prescrição médica.
 
Cabe esclarecer que a pasta segue acompanhando estudos realizados em todo o mundo e já conta com um banco de informações com mais de 200 protocolos de cloroquina e de hidroxicloroquina usados em países como os Estados Unidos, a Turquia e a Índia. 
 

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Saúde
30/04/2020 03:36h

Na cidade, fazem parte da primeira etapa da campanha de vacinação: idosos acima de 60 anos, crianças entre seis meses e seis anos de idade e profissionais da área de saúde

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Devido à alta procura da vacina em São Luís, nas primeiras semanas da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe a prefeitura precisou mudar a estratégia. A imunização já ocorre por ordem alfabética e continuará nas próximas etapas.

Doze instituições de ensino estão abertas das oito da manhã às cinco da tarde. Segundo a prefeitura do estado o objetivo é evitar aglomerações, sobretudo entre os idosos, grupo mais vulnerável. 

Desde o início da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, no dia 23 de março, o prefeito, Edivaldo Holanda Júnior, tem pedido tranquilidade aos moradores de São Luís. Ele garante que todos os grupos prioritários serão vacinados. 

“Não há necessidade de lotar os postos de saúde. Lembrem-se de que devemos evitar aglomerações. Temos vacinas disponíveis para todos. Faço um apelo para que cuidemos uns dos outros.”

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório e, segundo o Ministério da Saúde, tem alto potencial de contágio. Os principais sintomas da infecção são febre, dor no corpo, dor de cabeça e tosse.

A vacina, composta por vírus inativado, protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul no ano passado: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2).

O epidemiologista da Fiocruz do Distrito Federal,Claudio Maieorovich, explica que os idosos, junto com outras pessoas da etapa da campanha, fazem parte do grupo de risco. Segundo ele, esse público pode apresentar complicações por conta da infecção. 

“O seu risco é maior principalmente entre as pessoas mais idosas e aquelas que já têm algum tipo de doença crônica, como doenças respiratórias, cardíacas, diabetes, gestantes. É muito importante que as pessoas adotem todas as medidas possíveis para se prevenir contra a Influenza.”

A campanha de vacinação termina em 22 de maio e foi dividida em três fases. O Ministério da Saúde alerta que, para evitar o contágio da gripe, além de tomar a vacina, a população deve seguir medidas simples como higienizar as mãos e manter hábitos saudáveis. 

Em caso de fila as pessoas, principalmente os idosos, devem manter distância de pelo menos 2 metros dos demais.   

Para mais informações sobre a Campanha de Vacinação em São Luís, ligue para a Secretaria Municipal de Saúde, no telefone (98) 3214-7300. Sobre a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, acesse: saude.gov.br/vacinabrasil.
 

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Saúde
31/03/2020 02:56h

Unidades móveis da instituição monitoram funcionários nas indústrias e podem reduzir aglomeração nos postos de saúde durante campanha contra a gripe

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Para ajudar no combate ao novo coronavírus, o SESI colocou à disposição do governo estadual toda sua estrutura física, incluindo as unidades móveis. A ideia é que as estruturas itinerantes sejam usadas em ações de conscientização em meio à pandemia e para aplicação de vacinas contra a gripe. Por conta da sobrecarga no sistema público de saúde, isso pode evitar aglomerações, principal recomendação para impedir a disseminação da Covid-19.

O superintendente regional do SESI-MA, Diogo Lima, conta que a instituição também tem ajudado a diminuir o risco de propagação do coronavírus dentro das fábricas.

“Nossas unidades móveis estão, por exemplo, na Alumar, uma indústria fabricante de alumínio, situada em São Luís, em que ajudamos tanto funcionários da Alumar como os terceirizados em triagem e monitoramento ao longo do dia de trabalho. Nós buscamos identificar sintomas e avaliar a saúde laboral de todos esses funcionários”, afirma.

Além do SESI, a Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA) tem se movimentado para reduzir os efeitos da crise econômica. A entidade que representa o setor industrial do estado entregou ao governador Flávio Dino uma lista de 13 medidas para amenizar os prejuízos e proteger os trabalhadores. Os problemas enfrentados pelas fábricas vão desde a falta insumos até a queda nas vendas, fatores que, juntos, podem levar à falência dos negócios, segundo a FIEMA. 

Até o momento, as indústrias de grande porte se mantêm funcionando em razão dos estoques de insumos armazenados. Realidade diferente do que tem acontecido com pequenas e médias empresas. “Elas não têm essa estrutura e essa margem, precisam vender para comprar seus insumos e isso não está acontecendo. Quanto maior o tempo da quarentena, maiores serão nossos prejuízos. A crise deve atingir todas as camadas sociais”, projeta César Miranda, superintendente da Federação das Indústrias do Maranhão.

No ofício enviado ao governador do estado, a FIEMA pondera que é de “vital importância” que o setor público adote medidas para ajudar as indústrias a enfrentar esse tempo de turbulência e sustentar os empregos no setor.

A entidade pede, por exemplo, que o pagamento do ICMS devido pelas empresas do Simples Nacional seja prorrogado por seis meses e que os negócios com débitos pendentes não sejam inscritos na dívida ativa durante a pandemia. “Essas reivindicações que a FIEMA fez tem o propósito de permitir que essas indústrias tenham fôlego em seu orçamento e condições de atravessar esse momento de dificuldade. Esperamos que isso reduza os resultados negativos que essas empresas enfrentarão”, justifica o superintendente da FIEMA.

Arte: Pedro Sousa

“Indústria contra o coronavírus”

 

Para amenizar os efeitos da Covid-19 e proteger quem produz e quem consome, além da FIEMA, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e as Federações das Indústrias dos demais e do DF têm levado informação e tomado medidas para reduzir os impactos econômicos e preservar vidas por meio da campanha nacional “A indústria contra o coronavírus”.

A educação também tem sido aliada nesse período em que milhões de brasileiros precisam ficar confinados dentro de casa. Por isso, o SENAI, por exemplo, abriu vagas gratuitas em cursos a distância voltados à indústria 4.0, que inclui temas ligados à tecnologia. A ideia é que, até junho, sejam oferecidas mais de 100 mil vagas. Para ter acesso aos cursos, que têm mais de 20 horas de duração, é só acessar a plataforma Mundo SENAI, onde será necessário fazer um cadastro simples. 

Mais informações e ações da FIEMA, do SENAI e das demais entidades em meio à pandemia do coronavírus podem ser acessadas nas redes sociais.

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Saúde
13/03/2020 05:00h

Até 11 de fevereiro, Barra do Corda já registrou 38% do número total de casos de dengue de todo o ano passado.

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Até 11 de fevereiro, Barra do Corda já registrou 38% do número total de casos de dengue de todo o ano passado. A preocupação das autoridades locais é ainda maior porque a cidade está em situação de risco para infestação do mosquito, baseado no índice que mostra o percentual de imóveis com focos do Aedes aegypti. Este ano, já foram notificados 205 casos da doença, enquanto de janeiro a dezembro de 2019 houve 539 notificações de dengue. 

Diante desse cenário, a coordenadora de Prevenção e Controle das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Joseneide Matos, aponta que o estado tem dado apoio ao município para reduzir os danos causados pela dengue. 

“Realizamos monitoramento junto aos agentes de endemias, os capacitamos em relação às ações que devem ser feitas rotineiramente para que não sejamos pegos de surpresa. Se necessário, podemos fazer a nebulização espacial [fumacê], o estado tem uma garantia de veículos disponíveis para isso.”

Além desses fatores, a população de Barra do Corda precisa intensificar o combate ao mosquito da dengue por outro motivo. Segundo o Ministério da Saúde, o Maranhão é um dos onze estados que pode enfrentar surto de dengue em 2020. Isso porque é prevista a circulação do sorotipo 2 da dengue em todo o Nordeste, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Esse tipo de vírus que causa a doença não circulava na região desde 2008. 

O pesquisador da Fiocruz Brasília Claudio Maierovitch explica que as pessoas que já tiveram dengue tipo 1, o mais comum no país, estão imune a ela, mas podem ser infectadas pelo sorotipo 2. Independentemente do tipo do vírus, Maierovitch aponta que os sintomas e o tratamento da doença são os mesmos. 

“Se uma pessoa tem a doença [dengue] por um dos tipos, ela só fica imune contra esse tipo específico, de forma que cada pessoa pode ter, ao longo da vida, até quatro infecções por dengue, ou seja, uma por cada um dos sorotipos.”

Até 1º de fevereiro, o Maranhão registrou 308 casos prováveis de dengue, 20 de chikungunya e 12 de Zika, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes

Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz

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Saúde
27/02/2020 12:41h

Ideia da Secretaria de Saúde é que agentes sejam conhecidos pelo moradores

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Para combater a recusa dos moradores de São Luís em abrir as portas de casa para o trabalho dos agentes que realizam o combate ao mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde de São Luís reorganizou o cronograma de visita dos 317 profissionais às residências. Agora, cada um deles é responsável por determinadas áreas da cidade. A ideia é que eles se tornem conhecidos pelos moradores. A expectativa das autoridades locais é que 80% dos imóveis da cidade recebam visitas desses profissionais neste ano.

A estratégia da pasta, que será intensificada em 2020, é manter o agente responsável pela fiscalização nas residências em uma localização fixa com o objetivo de criar um vínculo entre os moradores da região e os agentes. É o que explica o coordenador do Programa de Combate a Arboviroses da Prefeitura de São Luís, Pedro Tavares.

“Essa é a orientação inclusive para os moradores, chamando a atenção para que procurem identificar o agente, que não deixe somente a secretária que toma conta de sua casa saber identifique o agente, mas que o próprio dono da casa identifique saiba qual o agente responsável pela sua rua. É um vínculo que deve ser criado entre o agente e o morador da casa.”

Atualmente, os agentes de endemias percorrem todos os bairros de São Luís, visitando residências em busca de focos do Aedes aegypti e orientando moradores. Cada imóvel é vistoriado de dois em dois meses por um profissional identificado e uniformizado. 

Segundo as autoridades locais, os bairros de Monte Castelo, Cidade Olímpica, Bom Jesus e Coroadinho são os que concentram os maiores índices de infestação predial pelo mosquito.

Além do trabalho dos agentes de endemias, as autoridades de saúde reforçam o papel dos moradores no combate a focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A recomendação do Ministério da Saúde é de que essa limpeza dentro de casa seja semanal.

Em 2019, São Luís registrou 1.039 casos de dengue, 188 de chikungunya e 534 de zika. 

Em caso de dúvidas, a população de São Luís pode entrar em contato com o departamento de Vigilância Epidemiológica pelo do telefone 3212-8282. Repetindo: 3212-8282.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil. 

Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz

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Saúde
15/01/2020 05:00h

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O estado do Maranhão registrou, em 2019, 5,5 mil casos prováveis de dengue, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. No mesmo período, as autoridades de saúde estaduais computaram 749 notificações de Chikungunya e 331 de zika. 

Os dados são do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

O levantamento das notificações das doenças no estado preocupa: em 2019, os casos de dengue aumentaram mais de 100%, se comparados ao mesmo período de 2018. Já os registros de zika apresentaram, na mesma base de comparação, aumento de 125% e os de chikungunya, crescimento de 9,30%.

Diante deste aumento, o governo maranhense capacitou mais de 600 profissionais para que eles pudessem se preparar melhor para o período de chuvoso. A superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria de Saúde do Maranhão, Léa Márcia Melo da Costa, explica que é preciso que, em 2020, os gestores deem continuidade nas ações de combate ao vetor; mas ressalta que o papel da população é de extrema importância para acabar de vez com o mosquito.

“Se eu cuido de mim, eu estou cuidando do meu vizinho também. Tem que haver envolvimento geral. Mas o mais importante mesmo é evitar os criadouros porque, se não existir o mosquito, nós não vamos ter a doença. O recado é que todos façam a sua parte para que a gente possa realmente combater a dengue, zika e chikungunya”.

A pedagoga Lana Mary Anchieta Barros, de 56 anos, moradora do Planalto Anil 4, em São Luís, conta que há cerca de três anos pegou chikungunya e sofreu bastante com a doença.

“Eu sentia dores horríveis! Eu fiquei com a mão toda deformada, a ponto de eu não conseguir pegar mais nada. Eu não conseguia abrir uma porta, pegar uma colher, eu não conseguia nada! As pernas inchadas todo o tempo e… foi um sofrimento! Eu não conseguia me ajoelhar. Quando eu me ajoelhava, eu não me levantava. Foi um sofrer muito grande durante, assim, uns 3 anos”.

Então, fica a dica: a melhor forma de prevenção é evitar a proliferação do mosquito, eliminando água armazenada que pode se tornar possível criadouro, como em vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

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Política
13/01/2020 05:57h

A regra está prevista no novo Marco Legal do Saneamento Básico, o PL 4162/19, do Poder Executivo, aprovado pela Câmara dos Deputados e uma das prioridades do Senado em 2020

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Os municípios da região metropolitana da Grande São Luís que ainda não tratam adequadamente os resíduos sólidos terão até 31 de dezembro de 2020 para apresentarem seus planos de gerenciamento. Essa também será a data final para o fim dos lixões a céu aberto para as prefeituras que não elaborarem seus planejamentos para a gestão do lixo. Os prazos são estabelecidos pelo novo Marco Legal do Saneamento Básico (PL 4.162/2019, do Poder Executivo), aprovado pela Câmara dos Deputados, no fim de 2019. 

O PL será item prioritário na pauta do Senado Federal neste semestre e precisará ainda da sanção do presidente da República para que os prazos comecem a valer. 

A partir da publicação no Diário Oficial, estados e municípios devem se ater às especificações previstas no projeto. O texto aumenta os prazos para a implementação de aterros sanitários aos municípios que, até o fim do prazo estipulado, tenham elaborado planos de gestão de resíduos sólidos e disponham de taxas ou tarifas para sua sustentabilidade econômico-financeira. (veja quadro) 

O deputado federal Hildo Rocha (MDB/MA) defende que o novo modelo de saneamento, com controle dos lixões e universalização dos serviços, funcione o quanto antes para levar mais qualidade de vida para a população do Maranhão. Para o parlamentar, o caminho para essa mudança será por meio do investimento privado.

“Tendo em vista que não temos recursos públicos para investir no saneamento, precisamos de recursos privados para tomar conta dos sistemas que são superavitários. E os sistemas deficitários, o poder público assume para que os mais pobres do nosso país venham a ter direito a saneamento completo e melhor qualidade de vida”, explica Rocha. 

Além da estipulação de prazos para municípios apresentarem planos para resíduos sólidos, PL 4.162/19 também prevê a exigência de licitações para a prestação de saneamento, o que permitirá o aumento da participação privada. Os apoiadores da matéria defendem que tal mudança trará investimentos ao setor e melhorará gestão.  “A capacidade de investimento dos próprios estados e municípios é muito pequena. Os municípios são muito carentes, muito pobres. Não vão ter condições de abarcar esse projeto”, afirma o deputado federal Gil Cutrim (PDT-MA).    

Em relação à MP 868/18 – medida provisória que tratava sobre o mesmo tema, que caducou –, o PL 4.162/2019 traz uma novidade: nos casos economicamente inviáveis para fazer aterros sanitários, o texto permite a adoção de outras soluções, contanto que sigam normas técnicas e operacionais para evitar danos à saúde pública e minimizar impactos ambientais.

Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Maranhão é o segundo estado brasileiro com o maior número de unidades de destinação inadequada de resíduos. São 250 lixões ou aterros controlados que geram 2.939 mil toneladas de resíduos por dia. Essa quantidade, de acordo com a entidade, é despejada em destinos inadequados e afetam, ao todo, 2,9 milhões de pessoas no estado. 

Brasil

De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2017, publicado pela Abrelpe, o montante coletado no Brasil, em 2017, foi de 71,6 milhões de toneladas de lixo, registrando um índice de cobertura de coleta de 91,2% para o país, o que evidencia que 6,9 milhões de toneladas de resíduos não foram objeto de coleta e, consequentemente, tiveram destino impróprio.

No tocante à disposição final dos resíduos sólidos urbanos (RSU) coletados, o levantamento não registrou avanços em relação ao cenário do ano anterior, mantendo, praticamente, a mesma proporção entre o que segue para locais adequados e inadequados, com cerca de 42,3 milhões de toneladas de RSU, ou 59,1% do coletado, dispostos em aterros sanitários.

O restante – 40,9% dos resíduos coletados – foi despejado em locais inadequados por 3.352 municípios brasileiros, totalizando mais 29 milhões de toneladas de resíduos em lixões ou aterros controlados, que não possuem o conjunto de sistemas e medidas necessários para proteção do meio ambiente contra danos e degradações, com danos diretos à saúde de milhões de pessoas. 

Os quase três mil lixões identificados no Brasil em junho de 2017 afetam a vida de 76,5 milhões de pessoas e trazem um prejuízo anual para os cofres públicos de mais de R$3,6 bilhões, valor gasto para cuidar do meio ambiente e para tratar dos problemas de saúde causados pelos impactos negativos dos lixões.

Novo marco legal

Aprovado no dia 11 de dezembro, o Projeto de Lei 4.162/2019, do Poder Executivo, atualiza o Marco Legal do Saneamento. A norma irá modificar a forma como as empresas que prestam serviços ligados ao saneamento nos municípios são contratadas, além de abrir o mercado para a livre concorrência. Empresas públicas e privadas terão que passar por licitação.

Atualmente, estados e municípios assinam “contratos de programa” com empresas estaduais, sem que haja um controle da capacidade econômico-financeira dessas empresas. O texto aprovado na Câmara dos Deputados diz que os atuais contratos poderão ser renovados, por mais 30 anos, até 31 de março de 2022.
Os novos contratos deverão apresentar a comprovação da capacidade econômico-financeira da contratada, com recursos próprios ou por contratação de dívida. A metodologia para comprovar essa capacidade será regulamentada por decreto do Poder Executivo.

 


 

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Brasil
08/01/2020 16:21h

Mudança é prevista no Novo Marco Legal do Saneamento, aprovado pela Câmara dos Deputados e uma das prioridades do Senado em 2020

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O texto base do Novo Marco Legal do Saneamento (PL 4.162/2019), aprovado pelos deputados federais, em dezembro de 2019, prevê a criação de blocos de municípios na prestação de serviços de coleta e tratamento de esgoto, além do abastecimento de água. Devido à importância do tema, esse será um dos primeiros itens a serem analisados pelos senadores em 2020.
 
A proposta permite que duas ou mais cidades passem a ser atendidas, de forma coletiva, por uma mesma empresa, definida por meio de licitação. A ideia é viabilizar economicamente a prestação para cidades menores.
 
Entre os critérios que poderão ser utilizados, estão o pertencimento à mesma bacia hidrográfica, vizinhança geográfica ou mesmo uma combinação entre localidades superavitárias e deficitárias.
 
O Maranhão tem, atualmente, mais de sete milhões de habitantes espalhados em 217 municípios. Deste total, apenas 15 municípios têm esgotamento sanitário. A capital, São Luís, amarga o 83º lugar em um ranking com as 100 maiores cidades do país no que diz respeito à qualidade de saneamento.
 
Para o deputado federal Gil Cutrim (PDT-MA), é urgente a necessidade de investimentos no setor. Ele acredita que a entrada do setor privado pode ser uma solução. “A capacidade de investimento dos próprios estados e municípios é muito pequena. Os municípios são muito carentes, muito pobres. Não vão ter condições de abarcar esse projeto”, lamenta o parlamentar.    
 
Para a pesquisadora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV/CERI), Juliana Smirdele, a prestação de serviço para um grupo de municípios pode atrair mais investimentos para o setor.
 
“É necessário mudar o ambiente de negócios de saneamento para promover investimentos. E as propostas, resumidamente, buscam propiciar maior uniformidade regulatória e ampliar a concorrência e competitividade”, afirma Juliana.
 
Dados da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON) e do Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (SINDCON) mostram que, no Maranhão, três municípios têm os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário administrados por empresas privadas. Nessas localidades, o índice de coleta de esgoto chegou a 33,3% em 2017 – contra 31% dos serviços estaduais – e o atendimento urbano de água alcança 88,6% da população.
 
Novo Marco Legal do Saneamento
Aprovado no dia 11 de dezembro, o Projeto de Lei 4.162/2019, do Poder Executivo, atualiza o Marco Legal do Saneamento. A norma irá modificar a forma como as empresas que prestam serviços ligados ao saneamento nos municípios são contratadas, além de abrir o mercado para a livre concorrência. Empresas públicas e privadas terão que passar por licitação.
 
Atualmente, estados e municípios assinam “contratos de programa” com empresas estaduais, sem que haja um controle da capacidade econômico-financeira dessas empresas. O texto aprovado na Câmara dos Deputados diz que os atuais contratos poderão ser renovados, por mais 30 anos, até 31 de março de 2022.
 
Os novos contratos deverão apresentar a comprovação da capacidade econômico-financeira da contratada, com recursos próprios ou por contratação de dívida. A metodologia para comprovar essa capacidade será regulamentada por decreto do Poder Executivo.
 
 

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