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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Hanseníase

Saúde
17/01/2020 10:34h

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Quando se trata de hanseníase uma coisa é certa: o diagnóstico precoce é importantíssimo. “Quanto mais cedo descobrir e se tratar, maior a chance de evitar sequelas”. Este é slogan da nova campanha do Ministério da Saúde para sensibilizar as pessoas a não terem medo de buscar tratamento, que no SUS é gratuito.

 

Sensibilidade ou manchas na pele, não sentir calor ou frio em determinada parte do corpo, falta de força nas mãos e pés, machucados e lesões ósseas recorrentes podem ser sintomas de hanseníase.

 

Fique alerta e procure diagnóstico precoce! Quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais chances de evitar sequelas, deformidades e incapacidades físicas!

 

Hanseníase!

Quanto mais cedo descobrir e se tratar, maior a chance de evitar sequelas

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Saúde
03/09/2019 15:03h

Confira o que é verdade e o que é mentira sobre a Hanseníase

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Anualmente, o governo federal lança a campanha do “Janeiro Roxo”, que busca informar a população acerca da hanseníase e estimular os profissionais de saúde com a busca ativa de casos. O objetivo é fazer com que os brasileiros saibam reconhecer os sinais e sintomas da doença e buscar os serviços para o diagnóstico e tratamento. Isso porque o Brasil consta em segundo lugar no ranking de países com casos novos registrados, de acordo o último levantamento da Organização Mundial da Saúde, realizado em 2017. Os dados reúnem casos dede 150 países, que somaram 210.617 notificações no mundo. Desse total, 26.875 foram diagnosticados no Brasil. A boa notícia é que a doença pode ser medicada e curada. Quem explica o que é a infecção é a coordenadora geral da Hanseníase e das Doenças em Eliminação da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro.

“A Hanseníase é uma doença que tem manifestação em pele, mas é primariamente neurológica. Ela acomete os nervos periféricos, que são os responsáveis pela sensação de dor, de calor e de frio”.

Com quais sinais e sintomas as pessoas devem procurar ajuda médica e possível diagnóstico?

“O que é mais frequente seriam essas manchas avermelhadas, esbranquiçadas e amarronzadas. Geralmente, essas manchas têm alteração de sensibilidade, com diminuição ou perda total. O nervo periférico é responsável pelo tato, pela sensibilidade, pela motricidade, e pela diminuição de força. Assim, as áreas das mãos e dos pés são as mais acometidas pela hanseníase”.

 E como é o diagnóstico? É preciso tirar sangue ou fazer algum tipo de biópsia?

“É muito comum as pessoas acharem que para diagnosticar a hanseníase é preciso exame de sangue ou de urina. Não precisa, o diagnóstico é clínico. É o médico examinar a pele, e fazer avaliação neurológica da face, das mãos e dos pés para ver se tem comprometimento neurológico pela doença.” 

Uma dúvida para aqueles que têm medo do tratamento. Ele pode afetar o paciente de alguma forma? 

“O tratamento da hanseníase é a poliquimioterapia, e ela é aceitável por 99% das pessoas. Existem os efeitos adversos do medicamento. Se essa pessoa tiver alguma intolerância a algum dos medicamentos da poliquimioterapia, ela manifesta tão logo começa o tratamento. O serviço onde é acompanhada é perfeitamente capaz de substituir o medicamento que ela tiver intolerância, por outro dentro das recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde”.

Quando o paciente em tratamento passa a interromper a transmissão da doença?

“Logo no primeiro mês de tratamento, ela já perde essa capacidade de transmissão. Então, o ideal é que o mais rápido possível seja feito o diagnóstico e o tratamento”.

Quando o paciente termina o tratamento, existe o risco de pegar a hanseníase novamente?

“Digamos que uma pessoa fez o tratamento, curou, mas ela continua em um ambiente onde tem circulação de bacilo, então essa pessoa pode adoecer. Ela ter feito o tratamento uma vez não o torna imune de ter novamente a doença. Talvez alguém próximo a ela está transmitindo e não recebeu ainda o tratamento. O importante é que o serviço examine todos os contatos da pessoa que recebeu o diagnóstico, principalmente os familiares, buscando essa fonte de infecção para quebrar a cadeia de transmissão.”

Falando sobre transmissão, muitas pessoas acreditam que podem pegar hanseníase por contato com objetos supostamente infectados, beijos e até por animais. Isso é verdade?

“Precisa separar roupa, talheres, precisa ter medo de compartilhar banheiro, coisas íntimas? Não precisa, porque a transmissão ocorre por vias aéreas superiores, por meio de um contato próximo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento, da classificação multibacilar. Segundo algumas crendices, o peixe de couro transmite a hanseníase, outros dizem que o tatu transmite a hanseníase. É preciso reforçar que o único reservatório do bacilo da hanseníase é a pessoa, só é transmitida de pessoa para pessoa.”

Para finalizar, como a Hanseníase é uma doença contagiosa, é recomendável que as pessoas evitem áreas ou regiões em que os números de casos são altos?

“Não, porque o processo de adoecimento da hanseníase é um processo longo. Eu preciso conviver com essa pessoa que esteja doente, sem tratamento, e na classificação multibacilar. Centro-Oeste, Norte e Nordeste são as regiões que têm uma incidência maior da doença, mas em todas as regiões têm paciente com hanseníase. Então, se tem doente, é porque tem transmissão naquele local.”

O atendimento para a Hanseníase é oferecido pela rede pública de saúde de todo o Brasil. Todos os postos médicos do País têm pelo menos um profissional preparado para o diagnóstico, e a única forma de receber a medicação para o tratamento é pelo Sistema Único de Saúde. A doença tem cura, então fique atento aos sintomas em si mesmo e nos conhecidos. É possível extinguir a infecção. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

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Saúde
30/07/2019 04:14h

Só este ano, até o final do primeiro semestre, já foram registrados 1.849 casos novos

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Com um histórico de elevado número de casos de hanseníase, o estado do Mato Grosso enfrenta o desafio de controlar a doença também em 2019. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, só este ano, até o final do primeiro semestre, já foram registrados 1.849 casos novos. A cidade de Sinop é a que apresenta a situação mais grave, com 323 detecções da doença. A capital Cuiabá é a segunda com a maior quantidade de registros, com 118 ao todo. Mas essas não são exclusividades. Juína, Peixoto de Azevedo e Sorriso também já registraram mais de 100 casos, cada um, só neste ano.
 
E é de olho nesse cenário que as autoridades de saúde locais, por meio do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, decidiu descentralizar o atendimento aos pacientes e implementar Ambulatórios de Atenção Especializada em Hanseníase. Elas estão espalhadas em seis unidades: em Juína, Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Tangará da Serra e Várzea Grande. A ideia é que o número de cidades atendidas suba para 16 até o fim de 2020. Com diagnóstico precoce e tratamento oportuno, é possível evitar lesões mais graves da doença, as incapacidades físicas e que o ciclo de transmissão se mantenha.
 
No Mato Grosso, segundo dados da própria Secretaria de Saúde, o índice de detecção e o número de casos são elevados. No ano passado, a taxa de detecção geral da doença no estado foi de 138,30 por cada 100 mil habitantes, com 4.678 casos novos diagnosticados, sendo 195 em pessoas com menos de 15 anos.
 
Um desses casos é o do mecânico Vangevaldo Souza, de 50 anos. Com a doença pela segunda vez, o mato-grossense relata a importância de se manter a rotina de tratamento.

“Tratou certinho, a hanseníase tem cura. Não pode é brincar. Eu bebia bastante. No momento em que comecei a fazer o tratamento, eu parei. Não pretendo beber enquanto não fizer o meu tratamento certinho. Quero fazer o tratamento certo. Eu procurei com a médica que acompanha meu tratamento tudo o que eu podia comer e não podia comer. Porque às vezes tem alguma coisa que não faz bem e a gente não sabe. Tem que perguntar para o médico.”

Créditos: Ministério da Saúde

O primeiro tratamento levou um ano e curou Vangevaldo completamente, sem deixar sequelas. Mas a segunda ocorrência apareceu de um jeito diferente. Ao invés das manchas que o mecânico já conhecia, ele encontrou nódulos e caroços no corpo.
 
A hanseníase é uma doença que desafia questões que vão além do tratamento puro e simples de cada paciente. Garantir esse tratamento oportunamente e, durante esse processo, ofertar à pessoa acometida e seus familiares com informações que contribuam no enfrentamento do estigma e discriminação são alguns pontos chaves nesse processo.
 
Segundo o coordenador do Programa Estadual de Enfrentamento da Hanseníase em Mato Grosso, Cícero Fraga, é raro que uma pessoa seja infectada duas vezes pela bactéria, mas ressalta que o tratamento é eficaz em qualquer ocasião.

“Uma vez iniciado o tratamento, logo após os primeiros dias a doença deixa de ser transmitida. Porém, o paciente ainda não está curado. O tratamento dele vai durar durante doze meses, normalmente. Então, a recomendação que a gente passa para a população é que uma vez identificado os sinais e sintomas da doença, procure o serviço de saúde para avaliação”.

No Mato Grosso, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a  proporção atual de abandono do tratamento é de 8,2%. Isso é muito preocupante, pois, além do doente não ser curado, podendo ter incapacidades físicas com o tratamento tardio, também deixa em aberto a possibilidade de manutenção do ciclo de transmissão da doença. É importante destacar que a transmissão da hanseníase acontece por meio das vias áreas respiratórias (tosse ou espirro), com o convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento.
 
Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse:saude.gov.br/hanseníase. 

Créditos: Ministério da Saúde
 

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Saúde
19/07/2019 05:49h

A informação sobre a manifestação clínica da hanseníase em cada pessoa é fundamental para determinar o tipo da doença como paucibacilar ou multibacilar

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Apesar da fama antiga da hanseníase, a doença tem tratamento e cura. Quando o infectado é diagnosticado com antecedência e faz o tratamento correto, fica livre de qualquer sequela física. Foi o que aconteceu com Arnaldo Cárcere, aposentado de 71 anos, morador de Campo Grande. Quando ainda trabalhava como agente penitenciário, percebeu uma mancha marrom no pé com perda de sensibilidade, e buscou um médico. Com o conhecimento antecipado da condição, ele pôde iniciar o tratamento, e garantir que manteria uma rotina normal pelo resto da vida. 

“Eu fiz tratamento durante seis meses, e daí seis meses depois fiz os exames e não tinha concluído a cura. Aí eu fui lá no hospital São Julião, fiz todos os exames e aí foi detectado a multibacilar. Aí fiz um ano de tratamento. Estava curado. Mas a gente passa mais uns quatro, cinco anos fazendo exames para ver se não voltou, e aí foi concluído tudo ano passado, sem nenhum problema mais. Para mim, a hanseníase é uma doença igual às outras, o tratamento correto tem cura”. 

Créditos: Ministério da Saúde

A informação sobre a manifestação clínica da hanseníase em cada pessoa é fundamental para determinar o tipo da doença como paucibacilar ou multibacilar, única forma que transmite a bactéria e pode infectar outras pessoas. Nos dois períodos de intervenção médica, Arnaldo não precisou mudar a rotina. O hospital São Julião, no bairro de mesmo nome, é uma das referências no atendimento para a doença em todo o estado. De acordo com a gerente técnica de Tuberculose e Hanseníase do Mato Grosso do Sul, Geisa Poliane de Oliveira, todos os municípios estão preparados para atender os pacientes.

“Todos os municípios, as unidades de saúde da atenção básica têm condição de fazer diagnóstico da hanseníase. Porém, além das Unidades Básicas de Saúde dos municípios, nós temos as de referência. Hoje nós temos em Campo Grande o Hospital São Julião. Ele é uma ex-colônia, e é referência no tratamento de hanseníase. Ele tá na capital, então ele é localizado bem no centro do estado”.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

 

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Saúde
19/07/2019 05:20h

Na Paraíba, em 2017, foram registrados 481 novos casos da doença, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado.

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Imagine descobrir o diagnóstico de uma doença transmissível e, até então, considerada incurável aos oito anos de idade e ter que se afastar da família para viver em isolamento. Essa realidade nada fácil foi enfrentada pela enfermeira aposentada Severina Maria dos Santos, hoje com 79 anos, e por outros milhares de brasileiros que, assim como ela, foram diagnosticados com hanseníase nos anos 1960. Hoje, curada, a moradora de João Pessoa ajuda novos pacientes a entenderem que a doença tem tratamento e cura, e que não é necessário se afastar do convívio familiar para não transmitir a bactéria. Ao falar do seu próprio caso, Severina afirma que a maior luta dos pacientes é contra a falta de informação e o preconceito. 

“Eu sempre falo para eles que agora estão melhores do que quem foi diagnosticado há 30, 40 anos. Porque hoje você já pode fazer o tratamento em casa, unido a sua família, apesar de que tem muita família que ainda tem preconceito com o paciente... Mas o meu conselho para eles é para que sempre façam o tratamento correto, que hoje temos a fisioterapia para amenizar as sequelas, temos calçados adaptados para evitar ferimentos, para evitar atrofiamento nos pés”.

Créditos: Ministério da Saúde

O que pouca gente sabe é que hoje é possível evitar o avanço da hanseníase com o diagnóstico precoce e o tratamento correto, o que evita sequelas nos pacientes. Para isso, é preciso ficar atento aos sinais do corpo ainda na fase inicial, quando aparecem manchas na pele que tenham a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio. Na Paraíba, em 2017, foram registrados 481 novos casos da doença, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado. Segundo a Chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Paraíba, Ana Stella Pachá, o paciente deve estar consciente dos riscos da doença e da necessidade de se procurar atendimento o quanto antes. 

“É importante para população que ela entenda esses sinais e sintomas da doença para poder também buscar o mais rápido possível o serviço de saúde para iniciar o tratamento. Que o profissional de saúde tenha esse olhar, que ele entenda isso e monitore os casos, tendo em vista o tempo do tratamento para que não aconteça nenhum abandono de caso”.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

Créditos: Ministério da Saúde

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Saúde
18/07/2019 11:00h

Em 2017, segundo a Secretaria Estadual de Roraima, foram registrados 133 casos novos da doença. No ano passado, caiu para 107. Neste ano, são 46 casos novos até o momento.

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Informação e conscientização a busca do tratamento completo. Essas são algumas das principais armas da Secretaria de Saúde de Roraima para trabalhar com relação a hanseníase. Com o objetivo de quebrar o preconceito que insiste em acompanhar os pacientes, as autoridades de saúde locais orientam os municípios a fazerem palestras e outras ações informativas para a população. 

Além disso, as prefeituras atuam em conjunto com o Núcleo de Controle de Hanseníase da Secretaria de Saúde de Roraima. Caso a cidade apresente muitos casos suspeitos e não tenha um profissional especializado, o núcleo envia um médico de referência da unidade para atender e realizar as ações.

Essa estratégia tem apresentado bons números. Em 2017, segundo a Secretaria Estadual de Roraima, foram registrados 133 casos novos da doença. No ano passado, caiu para 107. Neste ano, são 46 casos novos até o momento.

Créditos: Ministério da Saúde

Quem compõe essa equipe especializada é a Rita de Cássia Fonseca, gerente do Núcleo de Controle da doença em Roraima. Aos 36 anos, ela está curada da hanseníase após um ano de tratamento. Rita lembra que o preconceito é mais um desafio a ser superado após o diagnóstico.

“Tem pessoas que simplesmente ainda são desinformadas com relação à hanseníase. Acham que mesmo depois que estamos fazendo o tratamento, que a gente vai transmitir a doença. E não é assim. A gente tem que pegar, sentar com a pessoa e explicar como é a doença, como ela é transmitida. Hanseníase tem cura. Muitas pessoas não têm essa informação, mas é uma doença que tem cura. O tratamento é fornecido pelo SUS. Muitas pessoas têm medo ou têm receio”.

O caso de Rita é um exemplo a ser seguido. Isso porque ela buscou o diagnóstico assim que percebeu alguns sinais pelo corpo e logo iniciou o tratamento, evitando lesões mais graves e irreversíveis. Ela afirma que sentiu primeiro dores e dormência nas pernas, além de manchas nos braços. 

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado curam os pacientes. O índice de cura no estado é alto, em 2017 ficou em mais de 86% dos pacientes diagnosticados, curados. No ano passado, 75,56% dos pacientes se curaram da Hanseníase.

Segundo a infectologista Cristiane Menezes, as complicações por tratamento tardio podem acarretar deformidades e incapacidades físicas. Ela reforça ainda que com o início do tratamento o doente deixa de transmitir a doença. 

“A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores através de tosse ou espirro, por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento. O tratamento é disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde e em centros de referências do SUS. O medicamento utilizado no tratamento é uma associação de antibióticos recomendada pela Organização Mundial de Saúde.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Em Roraima, os pacientes que suspeitarem da doença devem procurar o posto de saúde mais próximo, ou o Hospital Coronel Mota, no Centro de Boa Vista.

Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseníase. 

 

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Saúde
18/07/2019 11:00h

O estado, segundo a Secretaria de Saúde, alcançou a taxa de detecção geral de 40,63/100 mil habitantes em 2018.

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Hiperendêmico para os parâmetros oficiais do Ministério da Saúde. Esta é a situação epidemiológica para a hanseníase que o Estado de Rondônia apresentou no último ano. O estado, segundo a Secretaria de Saúde, alcançou a taxa de detecção geral de 40,63/100 mil habitantes em 2018.

Em 2017, foram diagnosticados 503 casos novos da doença. No ano passado, o número subiu para 741 casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Em 2019, até o começo de julho, a secretaria já contabilizou 193 novos casos. 

E um dado deixou as autoridades de saúde locais em alerta: o percentual de cura dos pacientes registrou queda. Em 2017, foram 90% dos pacientes curados. Já em 2018, o percentual apresentado foi 87,7% – se enquadrando no parâmetro regular para a cura de pacientes. 

Créditos: Ministério da Saúde

Mas a hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Rondônia, o Programa de Hanseníase da Policlínica Oswaldo Cruz (POC) – localizada em Porto Velho – é referência estadual para a doença. Realiza o diagnóstico e indica o tipo adequado de tratamento, conforme recomendações padronizadas pelas Diretrizes Nacionais, além de indicar as cirurgias de reabilitação, quando necessárias. Atua também no atendimento a crianças menores de 15 anos e a pacientes de municípios do interior do estado, que apresentam complicações no tratamento ou necessitam de esclarecimentos acerca do diagnóstico.

Foi graças a uma amiga da mãe que Marcelo Ferreira começou a se medicar apropriadamente assim que manchas apareceram pelo corpo em 2004. Ela olhou para as marcas na pele e logo identificou a condição, e também foi quem marcou a consulta em uma Unidade Básica de Saúde de Porto Velho para que Marcelo fosse examinado e recebesse o diagnóstico. Com menos de quatro meses do acompanhamento médico, largou tudo por conta da dependência química. Hoje, com 34 anos e trabalhando como autônomo, ele relembra os momentos difíceis pelo qual passou.

“Ela veio a reaparecer agora, em 2016. No meu corpo, começaram a aparecer uns caroços, uns negócios meio estranhos no meu corpo. A minha mão também começou a afetar. Meu rosto começou a inchar. Minha orelha começou a inchar também. Então, eu já percebi que era a hanseníase voltando. Eu tomei dois anos. Hoje eu só estou tomando aquele remédio para tratar as reações.” 

O que Marcelo quis dizer é que precisou do tratamento por dois anos quando a doença voltou a apresentar sintomas em seu corpo, por não ter terminado o tratamento, e assim não ter tido a cura da doença no primeiro momento. Mesmo com o atraso, os inchaços e a necessidade da medicação prolongada, ele está curado e não ficou com nenhuma sequela da hanseníase. Isso porque os remédios, além de tratarem o paciente infectado, também impede a transmissão da doença. A infectologista Cristiane Menezes detalha sobre a transmissão da hanseníase e o tratamento.  

“A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores através de tosse ou espirro, por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento. O tratamento é disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde e em centros de referências do SUS. O medicamento chamado de poliquimioterapia é uma associação de antibióticos recomendados pela Organização Mundial de Saúde.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

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Saúde
18/07/2019 11:00h

Em 2018, Mato Grosso do Sul registrou, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 352 casos novos de hanseníase

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Em 2018, Mato Grosso do Sul registrou, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 352 casos novos de hanseníase, o que corresponde a uma taxa de detecção geral de 12,83/100mil habitantes -  índice considerado de alta endemicidade pelos parâmetros do Ministério da Saúde. No primeiro semestre de 2019, o estado já registrou 235 casos novos diagnosticados. Atualmente, 758 sul-mato-grossenses diagnosticados com a doença estão em tratamento, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Diante do cenário, o Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e de Municípios, realiza ações estratégicas para a vigilância, atenção e controle da doença. Entre as estratégias está a capacitação de profissionais de saúde em diagnóstico e manejo clínico da doença, com foco no diagnóstico precoce e tratamento oportuno dos casos.

Nesse contexto, no período de 04/fevereiro a 03/março deste ano, o estado foi contemplado com o Projeto “Roda-Hans: Carreta da Saúde Hanseníase”, em alinhamento as ações de mobilização da Campanha Estadual de Luta Contra a Hanseníase. O Projeto tem como objetivo capacitar em diagnóstico e manejo clínico da hanseníase os profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária à Saúde. Ao todo, foram capacitados 464 profissionais, 78 casos novos diagnosticados, sendo 02 em menores de 15 anos, em 12 municípios das microrregiões de Jardim e Aquidauana.
A informação sobre os sinais e sintomas da doença e o diagnóstico precoce são as principais armas no controle da doença. Em 1967, quando Manoel Cândido começou a perder as forças na mão direita, os médicos de Corumbá não souberam identificar a condição e receitaram remédios que não surtiam efeito. Foram necessários dez anos para que, na capital, especialistas reconhecessem a infecção. 

 

“Eu tomei o medicamento seis meses, certinho. Seis doses, e me disseram que eu estava pronto e curado. Mas depois, no meu entender, eu vi que eles não aceitaram aquele tratamento que eu fiz, porque foi apenas seis meses, e precisavam de mais? Aí conversaram comigo, me chamaram direitinho, e falaram “ você vai fazer outro tratamento, que esse tratamento aí não foi suficiente. E comecei um novo tratamento. E eu tomei por um ano certinho”. Créditos: Ministério da Saúde

Por causa do diagnóstico e tratamento tardios, Manoel ficou com a condição conhecida popularmente como “mão em garra”, em que os dedos ficam meio curvos. Além disso, pelo comprometimento neural, teve a perda da força muscular da parte direita do corpo. Com isso, ele foi aposentado por invalidez. Não conseguia fazer certos movimentos e, eventualmente, se machucava sem perceber com queimaduras, pequenas pancadas e cortes, devido a perda da sensibilidade. Hoje, com 72 anos, ainda recebe um auxílio pago pelo governo. 

A boa notícia é que o enfrentamento da doença foi intensificado nas últimas décadas e permitem que qualquer pessoa evite sequelas da doença, podendo ser diagnosticado na fase inicial da doença, prevenindo as incapacidades físicas. De acordo com a gerente técnica de Tuberculose e Hanseníase do Mato Grosso do Sul, Geisa Poliane de Oliveira, a poliquimioterapia é segura e eficaz.

“O tratamento varia de seis meses a doze. O medicamento é fornecido pelo SUS, é inteiramente gratuito. E com a tomada de medicação correta, a doença tem cura. Apesar de ser uma doença milenar, com todo aquele estigma da Bíblia, do nome da antiga lepra, ela tem cura sim. E é fácil o tratamento, a pessoa vai ingerir o medicamento diariamente. Quanto antes ela tiver esse diagnóstico, menos chance de deformidade ela vai ter, pode nem apresentar alterações desse tipo”.

No Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria de Saúde Estadual, a taxa de cura dos pacientes ficou em 77,9%, em 2018.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de incapacidades físicas e sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Então, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.

Créditos: Ministério da Saúde

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Saúde
18/07/2019 05:52h

Já foram notificados 307 novos casos da doença, segundo o governo estadual

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Sergipe está entre os estados brasileiros que registraram crescimento no número de casos de hanseníase no último ano. O levantamento ainda é parcial, mas já foram notificados 307 novos casos da doença, segundo o governo estadual. A infecção, que é provocada por uma bactéria, é transmitida através de fluidos orais. A doença causa manchas na pele, que se não forem tratadas, podem evoluir até para deformidade de membros, como mãos e pés. Para a responsável técnica da Hanseníase da Secretaria de Saúde de Sergipe, Maria Betânia Faria, a população deve ficar atenta aos sinais do corpo e procurar uma Unidade Básica de Saúde para que haja o diagnóstico precoce. 

“O principal surgimento dessa doença é através de lesões na pele, e essas lesões vão ter alterações da sensibilidade. Então, se você tiver uma mancha que seja esbranquiçada ou avermelhada ou com perda ou diminuição de sensibilidade ao calor, à dor, ou ao tocar nesta mancha você não sentir, você pode estar com hanseníase. Então, você tem que procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência para que o profissional de saúde possa avaliar essa mancha e dar o diagnóstico”.

Créditos: Ministério da Saúde

Além de enfrentar a doença, quem se depara com a hanseníase também precisa enfrentar o preconceito. A coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, reforça que não há razão para isolamento do paciente do convívio familiar e social, já que poucos dias após o início do tratamento, a pessoa infectada deixa transmitir a doença. 

“Logo na primeira dose que ele começa a tomar, logo no primeiro mês de tratamento, o paciente já perde essa capacidade de transmissão. É importante dizer sempre isso, enfatizar que a transmissão não é tão fácil. Precisa ser da forma multibacilar e precisa estar sem tratamento, e precisa ter uma convivência longa, não é em um primeiro momento que vai transmitir. Por que a gente examina a família? Porque a família convive com essa pessoa que estava doente, sem tratamento por um longo período. Mas, precisa separar roupa? Não precisa. Precisa separar talheres? Não precisa”.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.

Créditos: Ministério da Saúde

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Tempo
18/07/2019 05:30h

A Organização Mundial da Saúde emitisse um Boletim Epidemiológico, chamando atenção para os quase 210 mil novos casos da doença, registrados em 2017, ano do último balanço mundial.

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A hanseníase é uma das doenças mais antigas a qual o homem tem contato. Ainda assim, o desconhecimento e a falta de preocupação de grande parte dos brasileiros fez com que a Organização Mundial da Saúde emitisse um Boletim Epidemiológico, chamando atenção para os quase 210 mil novos casos da doença, registrados em 2017, ano do último balanço mundial. O Brasil está na segunda posição entre os 150 países que registraram notificações, com 26.875 novos casos. Para quem busca informação, a doença causa menos espanto quando chega a notícia do diagnóstico. É o caso da professora aposentada Maria da Consolação Miranda dos Santos, de 68 anos, de João Pessoa. Ela conta que, por estar sempre atenta aos informes das Unidades Básicas de Saúde e campanhas nacionais, conseguiu perceber o início da doença em seu corpo. 

“Eu comecei com uma partezinha vermelha, como se fosse uma bolinha vermelha no joelho. E essa partezinha vermelha eu não sentia. Quer dizer, eu beliscava e não sentia. Aí eu disse assim, ‘isso é algum sintoma de hanseníase’. Eu fui direto a um PSF (Posto de Saúde da Família), e cheguei lá e procurei falar com a pessoa que fosse responsável por hanseníase. Na semana seguinte, eu já comecei o tratamento. Eu tive muito cuidado em fazer esse tratamento muito minucioso, não faltar com nenhum dia de medicação, porque as pessoas precisam saber que hanseníase tem cura”. 

Créditos: Ministério da Saúde

Apesar do diagnóstico precoce, Maria da Consolação ficou com sequelas da doença. Como a doença causada por uma bactéria atinge os nervos e acomete a pele, a aposentada ficou com neuropatia periférica, que faz sentir seus pés dormentes. Ainda assim, as consequências poderiam ser mais graves. Isso porque a doença, em caso de falta de tratamento, pode avançar até deformar membros. Na Paraíba, só no ano passado, foram registrados 517 novos casos da doença, de acordo com a Secretaria de Saúde. A chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Paraíba, Ana Stella Pachá, ressalta que a secretaria já iniciou um processo de atualização profissional para que a doença seja identificada com rapidez.

“A capacitação ela já foca nisso, na identificação de novos casos, no monitoramento e no tratamento adequado desses pacientes, que é de extrema importância. É preciso que o profissional de saúde tenha esse olhar, entenda isso, e monitore os casos, tendo em vista o tempo de tratamento para não acontecer nenhum abandono de caso, nenhuma incapacidade de grau dois, então há esse cuidado.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

Créditos: Ministério da Saúde

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