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Cinema

Cinema

Animação que traz Lázaro Ramos e Taís Araújo na dublagem estreia nesta quinta-feira

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Lance Sterling é o espião mais famoso e preparado dos Estados Unidos. Após voltar de uma missão e ter sua fidelidade questionada, ele conhece Walter Beckett, um cientista pouco convencional que o transforma em um pombo. Essa é a história de “Um Espião Animal”, animação que chega aos cinemas nesta quinta-feira (23).

O filme é uma clara homenagem a todos os clássicos de espionagem que já passaram pelas telonas. A diferença é que, nesta versão, a trama pode ser definida como uma paródia voltada ao público infantil. No roteiro, entretanto, ainda é possível notar todos os elementos marcantes que representam o gênero. O resultado é uma opção divertida para todas as idades.

Um ponto interessante da história é a dinâmica entre os protagonistas. Lance, que era acostumado a ser o centro das atenções, precisa aprender a ser um espião novamente, só que desta vez, em forma de um pombo. As diferenças de personalidade entre ele e Walter garantem várias cenas divertidas, até os dois perceberem que formam uma ótima dupla contra o vilão.

Outros personagens da trama, como a agente Marcy e seus assistentes Olhos e Ouvidos, também ganham seus devidos destaques, mas não chegam a ser tão memoráveis quanto os protagonistas. Por outro lado, a presença de três pombos que se juntam a Lance e Walter em sua missão é um excelente complemento para a animação, tendo em vista a representação perfeita da personalidade do animal e a importância para o crescimento pessoal de Lance.

Com originalidade, “Um Espião Animal” consegue manter a atenção do público e ganhar seu espaço como uma animação que cumpre bem a sua premissa. As dublagens de Lázaro Ramos como Lance e Taís Araújo como Marcy ajudam nesse quesito.

Repleto de cenas de ação, o filme é indicado para todas as idades. “Um Espião Animal” está em cartaz nos cinemas de todo o país a partir desta quinta-feira.

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Cinema

Filme chega aos cinemas no dia 2 de janeiro

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A aguardada sequência de “Frozen” finalmente está chegando. No segundo filme da franquia, Anna, Elsa, e toda a turma partem para uma nova aventura, desta vez, além das fronteiras de Arendelle. Após ouvir um misterioso chamado que coloca o seu reino em perigo, a Rainha Elsa precisa descobrir uma maneira de salvar a todos. Porém, ela não esperava que, junto a essa missão, viria uma jornada de autoconhecimento.

Com o roteiro fechado e repleto de momentos inesquecíveis, “Frozen 2” consegue se igualar ao primeiro filme e manter o nível de qualidade que encantou tantas crianças. Mas, apesar de seu público dominante ser o infantil, a história que acompanha esta sequência é bem mais madura e detalhista, padrão que vem sendo muito bem utilizado pela Disney em seus últimos filmes para também chamar a atenção de espectadores mais velhos.

Entre todos os arcos narrativos de “Frozen 2”, a origem dos poderes de gelo de Elsa é um destaque importante. A trajetória que leva a protagonista ao passado e desperta seu autoconhecimento é, de longe, a mais necessária e emocionante do filme. Já Anna, Olaf, Kristoff e Sven também ganham seus momentos de destaques, principalmente quando estão todos juntos como uma família. Os personagens se equilibram entre cenas divertidas e comoventes, ao mesmo tempo em que dão apoio à história principal.

Outro ponto alto do filme são as músicas, sempre acompanhadas de ótimas cenas. A nova canção de Elsa, “Minha Intuição”, substituta do sucesso “Livre Estou”, emociona e marca o início do chamado da Rainha. A música, porém, talvez não ganhe a mesma força comercial que a sua antecessora teve no primeiro filme.

Com muita magia, descobertas e transformações, “Frozen 2” chega para reforçar que o verdadeiro poder está no amor, principalmente no que envolve duas irmãs e uma família construída na base da lealdade.

Esta aguardada sequência de “Frozen” chega aos cinemas brasileiros no dia 2 de janeiro.

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Cinema

Em entrevista, os atores Jackson Antunes e Rainer Cadete e o co-roteirista Fernando Bonassi comentam bastidores e valor social da trama

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Colocando em protagonismo o sistema penitenciário brasileiro, chega aos cinemas o filme “Carcereiros”. Adaptado do romance de Drauzio Varella, o longa repete mais um capítulo da série de TV, porém com mais tempo de roteiro. Desta vez, o personagem de Rodrigo Lombardi ganha foco ao interpretar, mais uma vez, o agente penitenciário Adriano.

O policial ganha a missão de proteger um prisioneiro “especial”, um terrorista árabe. Porém, o presídio é invadido e acontece uma grande chacina. Escrito a oito mãos, o roteiro já tinha tudo pronto: atores, cenário e história. Dessa forma, o co-roteirista Fernando Bonassi conta que foi muito mais simples lançar um filme. Para ele, uma das questões importantes é dar visibilidade aos carcereiros, que arriscam as vidas tentando cuidar de tudo.

“Um olhar errado que esse cara (carcereiro) dá para o malandro, uma coisa que ele promete e não consegue cumprir acaba com a vida dele. Esse cara vive num estado de tensão muito grande e a gente quis reproduzir isso. É um filme de ação que as pessoas vão se “divertir”, mas é um filme de ação brasileiro que trata do crime à brasileira.”

Por ser uma nova obra que deriva uma série de TV, pode parecer que é necessário assistir a todos os episódios para entender. Mas é totalmente o contrário: o filme tem funcionalidade própria e não depende da série para entreter. O entendimento é fácil, a contextualização inicial dos personagens é direta e ajuda o público a entender a linha temporal da trama.

O ator Jackson Antunes, dos filmes Getúlio (2014) e O Palhaço (2011), famoso por dar vida a grandes vilões no cinema e nas novelas, ganhou mais uma vez um papel de destaque. O coronel, como é chamado no filme, é responsável pela invasão ao presídio. Jackson acredita que um dos papéis do filme é dar um novo olhar ao público sobre os rumos do sistema penitenciário brasileiro.

“O filme joga luz sobre o assunto da carceragem brasileira, mas nas entrelinhas você percebe que a todo momento estamos desenhando um retrato do Brasil atual. Você percebe que há uma cela que é a dos “gravatas”, e quando o preso comum chega lá descobre que os caras tinham geladeira, TV a cores, e estamos de certa forma falando do nosso país, onde um cara que rouba uma galinha vai para a cadeia, mas o cara de colarinho muitas vezes não vai.” 

O longa aborda ainda, em uma fotografia de tons escuros e planos abertos, as rixas que existem dentro dos presídios. É um filme de ação nacional que se destaca em meio às produções brasileiras que acompanhamos nos últimos anos. Apesar de não ser um filme para festivais e prêmios, foi uma das melhores obras cinematográficas nacionais de 2019.

O ator Rainer Cadete, que interpreta um dos presos, conta que seu personagem foi mais um obstáculo vencido na carreira de ator.

“Me desafiou bastante porque o Príncipe, meu personagem, é chefe de uma facção criminosa que está em guerra com outra facção dentro do presídio, e por isso eles precisam ficar em espaços físicos diferentes porque se não eles se matam. É um tema muito interessante porque, além de ser um filme de entretenimento, é um assunto que precisa ser iluminado e eu acho bacana colocar minha arte à disposição para falar do sistema penitenciário no Brasil, que é tão deixado às margens.”

“Carcereiros – O Filme” está em exibição nos cinemas brasileiros a partir de 28 de novembro.

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Cinema

“Greta”, que estreia dia 10 de outubro, conta com Marco Nanini no elenco; “Luna” foi dirigido por Cris Azzi

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Representando a vida de pessoas reais, que desejam ser amadas, buscar o autoconhecimento e que, muitas vezes, são negligenciadas pela sociedade, os filmes nacionais “Greta” e “Luna” chegam aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10).

“Greta”, dirigido por Armando Praça, conta a estória de Pedro, interpretado por Marco Nanini (A Grande Família). Inspirado em uma peça da década de 1970, o longa traz um protagonista idoso homossexual, que é fascinado pela grande atriz Greta Garbo. Pedro é um enfermeiro que se apaixona por um criminoso. Ele tem uma melhor amiga transexual chamada Daniela, que sofre com uma doença terminal.

O recorte da vida de Pedro já é muito singular, pois não há tantas obras que dão o protagonismo para pessoas que são como o personagem de Marco Nanini. O gênero melodramático e a fotografia escura acabam trazendo um incômodo positivo. É interessante como o diretor combina a realidade brasileira dos hospitais e da situação de pessoas mais pobres no país.

Com atuação perfeita de Nanini, o filme possui muitas cenas de sexo explícito. e que reforçam ainda mais o recorte trazido por Armando Praça. É interessante a forma como o diretor dá voz e espaço ao público que, por tantas vezes é negligenciado e colocado de lado.

Praça explica que o roteiro foi adaptado de uma comédia para um gênero mais dramático, a partir de uma pesquisa com pessoas idosas e transexuais para entender qual é o contexto vivido por essas pessoas no Brasil.

“De fato, é muito mais comum que a gente imagina existirem pessoas que têm uma vida muito semelhante à desses personagens. O que eu acho que não existe é uma visibilidade. É como se essas pessoas estivessem à margem do que é interessante ser mostrado, das histórias que se consideram interessantes de serem contadas. Nesse sentido, o filme traz os personagens mais escondidos, que são muito baseados em pessoas reais, para o centro da cena, de certa maneira”.

Além de Marco Nanini, o filme conta com Denise Weinberg (De Pernas pro Ar) e Demick Lopes (Onde Nascem os Fortes).

“Luna” (2018)

Já o longa “Luna” de Cris Azzi, traz uma realidade parecida, porém com protagonistas opostos. Luana, interpretada por Eduarda Fernandes, é uma menina adolescente que está prestes a terminar o Ensino Médio. Ao conhecer Emília, vivida por Ana Clara Ligeiro, ela percebe que ainda quer experimentar muitas coisas novas.

A vida das duas garotas reflete exatamente a adolescência. Descobertas, amizades que são, muitas vezes, frustradas, brigas e momentos embaraçosos nos quais parece que o mundo vai acabar. Cris Azzi mostra que são sentimentos completamente legítimos e que há fases da vida que são assim.

Apesar de se conhecerem há pouco tempo, as duas jovens vivem experiências muito intensas juntas. Descobrem a sexualidade, novas formas de se divertir e festas diferentes. Mas, um vídeo divulgado de Luana acaba destruindo a reputação da garota. Ela, que era tão querida pela turma, passa a ser vista como “prostituta”, alguém que não merece respeito, e é aí que ela passa a questionar sua existência.

O diretor Cris Azzi conta que tentou encaminhar o longa para dois caminhos. Um no sentido de apresentar temas concretos da vida dos jovens, e outro para abrir um contraste entre a dureza da realidade  e os aspectos menos realistas.

“Não é exatamente sobre os fatos em si e a importância deles. Nesse aspecto, tentei preservar o lugar realista, porque é um processo muito longo de pesquisa e conversa com jovens, principalmente mulheres, que tiveram alguns desses temas atravessados nas suas vidas reais. Esses elementos que vieram dessa conversa, acabaram borrando de alguma maneira o filme. Por outro lado, eu tento trazer um pouco de fábula, de mistério, e outros elementos que ajudam o filme a encontrar a sua potência”.

Além de Eduarda Fernandes e Ana Clara Ligeiro, o longa conta com Lira Ribas, interpretando a mãe de Luna. A produção musical é de Guto Borges e conta com obras de Léo Marques e de Barulhista, na trilha sonora.

“Greta” e “Luna” estreiam no dia 10 de outubro nos cinemas brasileiros.

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Cinema

Dirigido por Cédric Kaplisch, o drama conta com François Civil e Ana Girardot no elenco

Gravado nas ruas movimentadas de Paris, o filme “Encontros” une duas estórias que se cruzam, mas não interagem entre si. Rémi, interpretado por François Civil, é um jovem de 30 anos que acabou de passar por um momento marcante no ambiente de trabalho: todos os colegas foram demitidos menos ele. 

Já Mélanie, interpretada por Ana Girardot, é uma jovem da mesma faixa etária de Rémi. Apesar de ter uma carreira alavancando, a garota não consegue ser feliz porque se incapaz de superar um relacionamento de longa data. Ela busca refúgio nas relações prazerosas imediatas de um aplicativo de namoro. 

A estória dos dois jovens se cruza. Eles moram em prédios vizinhos, fazem compras no mesmo mercado, frequentam a terapia e descobrem estar com depressão. Mas eles não se relacionam, não se conhecem e não enxergam um ao outro. 

Acredito que falar sobre relações doentias e a rotina contemporânea dos dias seja essencial para refletir sobre esse longa que diz tanto sobre os jovens do século 21. Passam por relacionamentos abusivos e não conseguem se desvencilhar. Têm a estranha mania de se culpar por tudo, como é o caso de Rémi. Por isso esse filme é tão importante de ser visto, assistido e comentado. 

Em alguns momentos, “Encontros” parece ser bem arrastado e repetitivo, mas acredito que seja somente porque o diretor Cédric Kaplisch gostaria de mostrar as similaridades e comportamentos iguais entre as pessoas. 

A caminhada do longa para que os protagonistas se encontrem é muito bem-feita, e a montagem se alinha ao que foi proposto. Quando menos se espera, Rémi e Mélanie se veem enfrentando os mesmos medos, preconceitos e situações. 

Por ser um filme mais voltado para o indie, não há música o tempo inteiro, e o som ambiente é mais valorizado. Porém, no momento em que há trilha sonora é definitivo: cativa, emociona e anima. “Encontros” estreia nesta quinta-feira (3) nos cinemas brasileiros.

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Cultura

Com piadas para todos os públicos, filme consegue passar por assuntos em evidência sem perder a delicadeza e a pitada de humor

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A guerra entre o pássaro Red e o porquinho verde Leonardo ganha uma trégua do segundo filme de Angry Birds, filme derivado de um jogo para smartphones. A animação, que chega nessa quinta-feira (3) nas telonas, eleva o nível da disputa entre a Ilha dos Pássaros e a Ilha dos Porcos. Red, Leonardo, Chuck, Bomb e Mega Águia, que tiveram os holofotes no primeiro filme, de 2016, voltam agora com a ajuda de uma equipe bem inusitada – destaque para a gênia da engenharia Silver. 

A trégua entre os pássaros que não sabem voar e os porquinhos verdes ladrões de ovos surge com a ameaça de uma nova ilha nos arredores, a Ilha das Águias. Sem saber o motivo dos ataques, Red, Leonardo e sua turma se unem para desvendar o mistério e derrotar o mais novo inimigo. 

Dirigido agora pelo norte-americano Thurop Van-Orman, que tem no currículo as atribuições de cartunista, animador, artista de voz, escritor de televisão, produtor e diretor, “Angry Birds 2 – O Filme” traz uma pitada a mais de humor, que consegue divertir crianças e adultos – prepare os ouvidos para a famosa “Baby Shark”, que faz parte da famosa trilha sonora, característica bem marcante do primeiro filme. 

Muito mais que divertir, o filme consegue trazer, ainda que sutilmente, algumas críticas e reflexões ao atual momento em que vive a sociedade. A fragilidade masculina, ainda hoje um tabu, e a liderança feminina fazem parte da trama do filme de 2019. A passarinha Silver, gênia da engenharia, tem destaque não à toa: ela consegue trazer o feminismo à obra com delicadeza e ainda ser fonte de inspiração paras as crianças das ilhas – enquanto Red luta contra o estigma de ser um pássaro solitário que precisa manter, a todo custo, o status de líder. 

O filme faz também uma reflexão sobre o espírito de equipe, já que, juntos, os pássaros e os porcos conseguem um melhor resultado ao defenderem suas ilhas. Com linguagem simples para as crianças, o filme passa a mensagem que dividir os holofotes com bons amigos é melhor que tê-los para si – e só para si. 

Angry Birds 2 estreia nessa quinta-feira (3) nos cinemas. 
 

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Cinema

Filme é o primeiro longa da dupla brasileira Bel Bechara e Sandro Serpa

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O preço de perder uma pessoa amada sempre é doloroso. Mas e quando não temos a certeza de que a perdemos? É exatamente dessa forma que os personagens de “Onde Quer que Você Esteja” iniciam a sua trajetória no longa da dupla brasileira Bel Bechara e Sandro Serpa.

A narrativa começa nos introduzindo, aos poucos, às famílias que buscam o paradeiro de pessoas queridas. Os desaparecimentos em si não são mostrados e muito menos explicados. O foco do filme é o outro lado destes fatos, ou seja, mostrar o impacto e as consequências que a vida pode trazer ao perdermos alguém. E, no meio disso tudo, o processo que marca a incerteza da procura.

Para ajudar neste processo, os personagens recorrem ao programa Onde Quer que Você Esteja, da rádio Cidade Aberta, onde são aceitas cartas, músicas, ou qualquer mensagem que possa chegar à pessoa desaparecida e ajudar a encontrá-la.

Assim, a sala de espera da rádio acaba por ser um lugar de conforto a todos que estão sofrendo e, sem que eles percebam, acabam encontrando apoio uns nos outros. A solidariedade acaba por ser uma forma de essas pessoas seguirem com suas próprias vidas. A diferença é que nem todos vão estar preparados para isso.

O início do drama é apresentado de uma forma que causa emoção e curiosidade. Porém, no decorrer do filme, essa fórmula vai sendo mantida até o ponto em que o ritmo da narrativa se torna um pouco lento.

A utilização da câmera para o close é repetida inúmeras vezes e, apesar de incomodar em alguns momentos, serve justamente para transmitir ao espectador a angústia que os personagens estão vivendo. O roteiro, por outro lado, parece apresentar cenas improvisadas, o que não chega a ser um fator negativo, mas que poderiam ter sido mais bem trabalhadas.

“Onde Quer que Você Esteja” é um drama simples que, apesar de tudo, entrega a sua premissa e comove. Afinal, participamos da busca pelos desaparecidos junto aos personagens e criamos o mesmo questionamento que eles. Qual seria melhor: a incerteza da procura ou a, por vezes, dolorosa certeza do reencontro? O filme nos mostra que, não importa qual preferimos, a vida sempre surpreende em seus rumos.

A estreia de “Onde Quer que Você Esteja” é nesta quinta-feira, 3 de outubro.

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Cinema

O filme é a terceira adaptação dos livros de Thalita Rebouças

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Quem não se lembra do primeiro amor? Rosa e Leo, personagens do filme “Ela Disse, Ele Disse”, com certeza não se esquecerão do deles. Na história, os dois protagonistas precisam começar o ano letivo em uma nova escola, onde as pessoas desconhecidas e o território ainda não explorado parecem sempre assustadores no primeiro dia de aula. Porém, tudo muda quando eles se conhecem e se apaixonam.

Mas é claro que, no meio desta paixão, surge um obstáculo. Júlia, a garota mais popular do colégio, fará de tudo para que o casal não fique junto e ela consiga Leo para si. A história, voltada para o espectador jovem adolescente, é uma adaptação do livro de mesmo nome da autora Thalita Rebouças, que comentou a importância de fazer cultura para este tipo de público, ao mesmo tempo em que a área possui tão pouco incentivo no Brasil.

“Eu acho tão importante oferecer cultura para jovem, porque, por mais clichê que seja, eles são o futuro. Um país sem cultura não tem menor condição. Acultura faz a gente pensar melhor, a cultura faz a gente ser mais feliz, a cultura ajuda a educação. Então eu fico muito lisonjeada por viver de arte neste país, neste momento”, afirmou.

Esta é a terceira vez que Thalita Rebouças assina um roteiro baseado em suas obras literárias. A escritora disse que, na hora de adaptar, não vê problema em cortar detalhes da história. Afinal, ambos os produtos possuem características e necessidades diferentes.

“No filme a gente tem 1h15min para contar uma história que às vezes a pessoa lê em horas, dias. Então é claro que não dá para ter tudo, e eu sou hiper praticante do desapego. A única coisa que eu sempre tento manter é a essência”, explicou.

E o que faz com que “Ela Disse, Ele Disse” seja mais do que um simples filme adolescente é exatamente a sua essência. Temas como bullying e a viralização nas redes sociais nos trazem importantes reflexões sobre o ambiente escolar, enquanto a história de amor dos personagens é responsável por nos despertar o mesmo singelo sentimento. Seja através da identificação como um jovem, ou da nostalgia como um adulto.

Para Marcus Bessa, intérprete do protagonista Leo, a missão do filme é passar ao público o valor da amizade, independente da nossa idade, gênero ou cor.

“Esse filme é muito importante não só para os jovens, mas para todas as pessoas de todas as faixas etárias. Porque ele aborda assuntos que todas as pessoas já viveram ou estão vivendo. Então ele vai falar sobre combate ao bullying, primeiro amor, amizade. E o que a gente quer passar, nossa principal mensagem, é passar empatia para as pessoas, que é se colocar no lugar do outro, é aceitar a diferença. E que a inimizade não leva a nada, o nosso maior valor é a amizade”, disse.

“Ela Disse, Ele Disse” é um filme leve e descontraído. Ele monta a sua narrativa de forma dinâmica e apresenta elementos visuais que ajudam muito bem a introduzir os personagens e a construir o ritmo da história.

A condução dos acontecimentos é feita através dos pontos de vista de Rosa e Leo, e nos diverte ao mostrar as diferenças entre os pensamentos femininos e masculinos na adolescência.

Além do ótimo elenco jovem, que traz Maísa como Júlia, sua primeira antagonista, o filme também marca a estreia de Fernanda Gentil e da blogueira Bianca Andrade, nas telonas do cinema.

“Ela Disse, Ele Disse” entra em cartaz na quinta-feira, dia 3 de outubro.

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Cinema

Dirigido por Alexandre Aja, o elenco do longa conta com Kaya Scodelario e Barry Pepper

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Se você está procurando um filme para te fazer pular da cadeira de medo, a dica da semana é “Predadores Assassinos”, de Alexandre Aja, que estreia na próxima quinta-feira (26) nos cinemas. Com elenco composto por Kaya Scoledelario e Barry Pepper, a trama é de arrepiar.

A história é sobre a jovem nadadora Haley, que está brigada com o pai e ex-treinador. A trama se passa em meio a uma forte tempestade na a cidade onde moram. Em meio a furacões e tsunamis, os dois ficam presos em casa. Com a intensidade da tempestade, eles logo descobrem uma ameaça ainda mais assustadora: a presença de um bando de jacarés enormes.

A estória é bem clichê enquanto terror “trash”, mas não deixa de agradar. O roteiro apresenta diferentes momentos em que as falas se encaixam, e isso acaba deixando um pouquinho brega, o que já era de se esperar. São cenas que relacionam as competições de natação de Haley com a disputa por sobrevivência com os jacarés. Mas o filme cumpre exatamente aquilo que propõe: um clichê legal que diverte e assusta.

Os momentos que fazem o público sentir medo são muito surpreendentes, porque na maioria das vezes, ninguém está esperando o que está por vir. Isso acaba sendo um ponto positivo para a narrativa, que em meio a tantos clichês ainda consegue entreter.

Já a atuação de Kaya Scodelario é simples, não há nada de muito especial, ou cenas que valorizem a interpretação da atriz. Por outro lado, Barry Pepper apresenta muito mais expressividade e experiência que a protagonista. Isso, porém, não interfere na qualidade do filme.

A fotografia escura acaba favorecendo o ambiente de “medo”, e traz uma agonia, já que o público não consegue discernir muitas vezes a água, os personagens e os jacarés, que estão em um sótão com pouca luz.

Como dito antes, a trama entrega aquilo que propõe. Se você deseja tomar uns bons sustos com as telonas, assista “Predadores Assassinos”, a partir de 26 de setembro nos cinemas.

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Cinema

O filme estreia nesta quinta-feira (19) em todos os cinemas do Brasil

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Se você é fã do cantor americano Bruce Springsteen, não pode deixar de assistir “A Música da Minha Vida”. O filme estreia nesta quinta-feira (19) em todos os cinemas do Brasil. A trama se passa nos anos 1980, na pequena cidade de Luton, na Inglaterra.

Baseado em uma história real, o drama conta a história do jovem paquistanês Javed Khan, que se mudou para Luton, ainda na infância, junto com sua família. Em meio a turbulências da juventude, Javed, que sonha em ser um escritor, escreve poemas e compõe para a banda de seu melhor amigo Matt. Misturando política, amor e arte, os trabalhos de Javed chamam a atenção da professora Clay, que o incentiva a seguir seu sonho.

As músicas de Bruce aparecem no filme após um colega de classe de Javed comentar sobre o cantor e suas incríveis composições. Quando o jovem escuta Springsteen pela primeira vez, sente uma forte conexão com o cantor e começa a perceber paralelos entre sua vida e as letras marcantes de Bruce.

Porém, saindo de sua fantasia musical, o jovem precisa lidar com seu pai, que ainda é muito ligado às tradições paquistanesas e só se preocupa em trabalhar para sustentar sua família. Além disso, Javed precisa conviver com o racismo diariamente, já que nos anos 80, a prática era potencializada pela Frente Nacional, um grupo de extrema direita que prega a expulsão de imigrantes no Reino Unido.

O longa começa com um ritmo bom e consegue manter o espectador interessado quando conversa sobre a cultura e a vida da família paquistanesa. No entanto, fica cansativo no decorrer da história e não é muito atraente na questão musical, que funciona somente para quem é fã e conhece muito bem o repertório de Bruce Springsteen.

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