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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Créditos: Ministério da Saúde

PARÁ: Diagnóstico precoce da hanseníase evita sequelas graves, alerta especialista

Os sintomas costumam ser manchinhas espalhadas pelo corpo, que ficam insensíveis

Salvar imagemTexto para rádio

No passado diagnosticada como uma enfermidade sem cura, a hanseníase é uma doença crônica, transmissível, que atinge os nervos, retira a sensibilidade da pele e pode até atrofiar membros. Os sintomas costumam ser manchinhas espalhadas pelo corpo, que ficam insensíveis. No local da mancha, a pessoa para de sentir dor, calor ou frio. Mas se for tratada a tempo, a hanseníase tem cura e não deixa sequelas. 

Em Marituba, por exemplo, há uma colônia de moradores que foram diagnosticados com a doença. O aposentado Geraldo Cascaes é um dos moradores que vivem no local. Ele foi diagnosticado com a doença com apenas três anos de idade, já que na família havia outros casos de infecção. Como na época não havia um conhecimento mais detalhado sobre doença, o tratamento não foi o adequado e isso causou graves sequelas.

“Quando eu fui detectado como doente, eu já estava com sequelas da doença. Eu já estava com atrofia nas duas mãos, e eu estava passando por um fenômeno que os médicos dizem que eu estava com o “pé caído”, o pé direito caído. O que é isso? É um fenômeno que acontece com o paciente que ele não controla o pé, ele não consegue erguer o pé, caminha batendo o pé, como se tivesse uma deficiência. Em consequência de sequelas da doença, eu tive os dois pés amputados e tenho as duas mãos atrofiadas. Eu comecei o tratamento ainda criança, em 1954, e fui para uma colônia de isolamento. Passei todo um processo da compulsória, cresci e acabei de me criar dentro de uma colônia. Eu lembro que eu já sabia ler, e li na caixa que o remédio dizia assim: ‘para o tratamento quimioterápico da lepra’.”

O isolamento de pacientes com hanseníase era muito comum antigamente porque as pessoas tinham medo de contrair a doença. O preconceito e o estigma com essa infecção ainda faz os pacientes sofrerem até os dias atuais. O que pouca gente sabe é que, já nos primeiros dias de tratamento, o paciente não transmite mais a bactéria que causa a doença. Por isso, a melhor solução para a hanseníase é o cuidado logo nos primeiros sintomas, como alerta o hansenólogo da Coordenação de Controle da Hanseníase do Pará, Carlos Cruz.

Créditos: Ministério da Saúde

“A melhor prevenção na verdade seria o diagnóstico precoce, naquela fase de manchas, onde os nervos não foram afetados. Para isso, é preciso que examine todas as pessoas que convivem com o doente. Com essa medida, a gente consegue diagnosticar a hanseníase em fase inicial, evitando que ela evolua para as incapacidades físicas. Além disso, uma outra medida que é realizada nestas pessoas que convivem com o doente é fazer o BCG. O BCG é uma vacina que é usada para prevenir a tuberculose, mas que também é usado na hanseníase para aumentar a resistência das pessoas. E essas pessoas, uma vez vacinadas, se adoecerem, contrairão sempre uma forma mais leve da doença. Não impede de adoecer, mas faz com que a pessoa adoeça de uma forma mais leve da hanseníase.”

Por isso, o importante mesmo é ficar atento aos sinais do seu corpo. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. Em caso de dúvida, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Então, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações acesse saúde.gov.br/hanseníase.

Créditos: Ministério da Saúde

Fonte: Brasil 61

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LOC.: No passado diagnosticada como uma enfermidade sem cura, a hanseníase é uma doença crônica, transmissível, que atinge os nervos, retira a sensibilidade da pele e pode até atrofiar membros. Os sintomas costumam ser manchinhas espalhadas pelo corpo, que ficam insensíveis. No local da mancha, a pessoa para de sentir dor, calor ou frio. Mas se for tratada a tempo, a hanseníase tem cura e não deixa sequelas. 

Em Marituba, por exemplo, há uma colônia de moradores que foram diagnosticados com a doença. O aposentado Geraldo Cascaes é um dos moradores que vivem no local. Ele foi diagnosticado com a doença com apenas três anos de idade, já que na família havia outros casos de infecção. Como na época não havia um conhecimento mais detalhado sobre doença, o tratamento não foi o adequado e isso causou graves sequelas. 
 

“Quando eu fui detectado como doente, eu já estava com sequelas da doença. Eu já estava com atrofia nas duas mãos, e eu estava passando por um fenômeno que os médicos dizem que eu estava com o “pé caído”, o pé direito caído. O que é isso? É um fenômeno que acontece com o paciente que ele não controla o pé, ele não consegue erguer o pé, caminha batendo o pé, como se tivesse uma deficiência. Em consequência de sequelas da doença, eu tive os dois pés amputados e tenho as duas mãos atrofiadas. Eu comecei o tratamento ainda criança, em 1954, e fui para uma colônia de isolamento. Passei todo um processo da compulsória, cresci e acabei de me criar dentro de uma colônia. Eu lembro que eu já sabia ler, e li na caixa que o remédio dizia assim: ‘para o tratamento quimioterápico da lepra’.”

LOC.: O isolamento de pacientes com hanseníase era muito comum antigamente porque as pessoas tinham medo de contrair a doença. O preconceito e o estigma com essa infecção ainda faz os pacientes sofrerem até os dias atuais. O que pouca gente sabe é que, já nos primeiros dias de tratamento, o paciente não transmite mais a bactéria que causa a doença. Por isso, a melhor solução para a hanseníase é o cuidado logo nos primeiros sintomas, como alerta o hansenólogo da Coordenação de Controle da Hanseníase do Pará, Carlos Cruz.

“A melhor prevenção na verdade seria o diagnóstico precoce, naquela fase de manchas, onde os nervos não foram afetados. Para isso, é preciso que examine todas as pessoas que convivem com o doente. Com essa medida, a gente consegue diagnosticar a hanseníase em fase inicial, evitando que ela evolua para as incapacidades físicas. Além disso, uma outra medida que é realizada nestas pessoas que convivem com o doente é fazer o BCG. O BCG é uma vacina que é usada para prevenir a tuberculose, mas que também é usado na hanseníase para aumentar a resistência das pessoas. E essas pessoas, uma vez vacinadas, se adoecerem, contrairão sempre uma forma mais leve da doença. Não impede de adoecer, mas faz com que a pessoa adoeça de uma forma mais leve da hanseníase.”

LOC.: Por isso, o importante mesmo é ficar atento aos sinais do seu corpo. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. Em caso de dúvida, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Então, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações acesse saúde.gov.br/hanseníase.